🎼🎼🎼

Música movimenta R$ 8,7 milhões no Maranhão, aponta levantamento do Ecad

Dados revelam força do setor musical no Maranhão, enquanto Ecad intensifica ação de conscientização sobre direitos autorais em cidades do interior.

Na Mira, com informações do Ecad

Música movimenta R$ 8,7 milhões no Maranhão, aponta Ecad. (Foto: Divulgação)

MARANHÃO - A música não é só trilha sonora, ela também movimenta milhões. Em 2025, o Maranhão arrecadou cerca de R$ 8,7 milhões em direitos autorais, refletindo o impacto direto do consumo musical em bares, eventos, rádios e outros espaços do estado.

Os dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) mostram que o segmento de Usuários Gerais, que inclui restaurantes, lojas e academias, lidera com 45% da arrecadação. Em seguida, aparecem os shows e eventos (36%), além de rádio (14%) e televisão (4%).

A concentração é ainda mais evidente na capital São Luís, responsável por R$ 4,9 milhões, o equivalente a 56% de todo o valor arrecadado no estado. Por lá, os eventos ao vivo dominam, com quase metade da arrecadação local.

Cidades do interior entram no radar

Com esse cenário, o Ecad intensifica, entre os dias 6 e 18 de abril, uma ação de conscientização em cidades do interior maranhense. Imperatriz, Carolina, Açailândia e Balsas recebem visitas técnicas para orientar estabelecimentos sobre o uso correto da música em ambientes comerciais.

A iniciativa busca esclarecer dúvidas sobre o licenciamento musical, exigido por lei para qualquer execução pública de músicas, e reforçar a importância da remuneração de artistas e compositores.

Segundo o gerente regional do Ecad, Nereu Silveira, a ação tem caráter educativo:

“Nem todos têm consciência de que o pagamento dos direitos autorais remunera quem vive da música. Nosso papel é explicar como essa cadeia funciona.”

Direito autoral não é taxa

Previsto na Lei de Direitos Autorais (9.610/98), o licenciamento musical é obrigatório para empresas e pessoas que utilizam música em locais de frequência coletiva, como bares, hotéis, academias, cinemas e eventos.

Diferente do que muitos pensam, o valor não é cobrado “por música”, mas com base em critérios como:

  • tipo de atividade
  • tamanho do estabelecimento
  • importância da música para o negócio
  • região


Cada segmento possui uma lógica específica de cobrança, definida por associações que administram o sistema.

Quem recebe esse dinheiro?

Do total arrecadado pelo Ecad, 85% são repassados diretamente a compositores, intérpretes e músicos, enquanto os outros 15% são destinados à gestão coletiva do sistema.

Em um estado onde a música faz parte da experiência cotidiana, seja em eventos, comércio ou lazer, os números mostram mais do que arrecadação: revelam uma cadeia criativa ativa, que depende do reconhecimento para continuar existindo.

Com a nova rodada de visitas, o Ecad tenta aproximar essa realidade de quem consome música diariamente, lembrando que, por trás de cada canção, existe trabalho, criação e sustento.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.