Polêmica

Marcelo D2 é alvo de decisão judicial em processo sobre direitos autorais

Decisão estabelece prazo de dez dias para inclusão dos créditos da artista Geovana.

Na Mira

Caso envolve a regravação lançada por Marcelo D2 em álbum de 2025. (Divulgação)

RIO DE JANEIRO – A Justiça determinou que o rapper Marcelo D2 inclua o nome artístico da sambista Geovana nos créditos do videoclipe e de outras publicações da versão regravada da música Tataruê. A decisão foi tomada no âmbito da ação movida pela cantora contra o artista e a gravadora Universal Music Brasil, em que ela alega violação de direitos autorais.

A medida estabelece um prazo de dez dias para o cumprimento da determinação. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil.

Sambista afirma que não autorizou regravação

A ação foi ajuizada pela cantora e compositora Maria Tereza Gomes, conhecida artisticamente como Geovana. Segundo a artista, a música Tataruê foi regravada por Marcelo D2 e incluída no álbum Manual Prático do Novo Samba Tradicional, Vol. 3, lançado em 2025, sem que ela tivesse sido consultada previamente.

A sambista também afirma que não recebeu remuneração pela utilização da obra e que seu nome artístico não foi corretamente creditado na regravação.

Decisão determina correção dos créditos

Na decisão, o desembargador Jean Albert de Souza Saadi determinou que Marcelo D2 providencie a inclusão do nome artístico de Geovana nos créditos do videoclipe e de quaisquer outras publicações relacionadas à versão regravada da canção.

Segundo a ação, a cantora também sustenta que a Universal Music Brasil já não detinha os direitos autorais sobre a obra e que, além da ausência de seu nome artístico, seu nome de registro foi utilizado com grafia incorreta nos créditos. Para a defesa da artista, o caso representa um novo episódio de apagamento de autores da cultura popular, especialmente de compositoras do samba.

Defesa ainda não se manifestou

De acordo com a reportagem, a assessoria de Marcelo D2 e a Universal Music Brasil foram procuradas para comentar a decisão judicial, mas não haviam se manifestado até a publicação da matéria.

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