saúde e beleza

Adesivos para espinhas viram febre entre jovens; saiba mais

Populares nas redes sociais, os chamados “pimple patches” ajudam a proteger e cicatrizar lesões isoladas, mas têm eficácia limitada contra a acne.

Na Mira, com informações de O Globo

Adesivos para espinhas viram febre entre jovens; saiba mais. (Divulgação/Amazon)

BRASIL - Os adesivos secativos para espinhas, conhecidos como pimple patches, deixaram de ser apenas um produto de skincare para se tornarem um fenômeno entre adolescentes e jovens adultos. Disponíveis em versões transparentes ou coloridas, em formatos como estrelas e corações, eles ganharam espaço nas redes sociais ao transformar o cuidado com a acne em uma tendência de beleza e autocuidado.

Apesar da popularidade, dermatologistas alertam que os adesivos não devem ser vistos como um tratamento completo para a acne. Segundo especialistas, eles funcionam principalmente como uma barreira física que impede que a espinha seja manipulada, além de ajudar na absorção de secreções e na cicatrização de lesões superficiais. No entanto, não atuam sobre as causas da acne e têm pouco efeito em casos mais extensos ou em lesões profundas, como nódulos e cistos.

Nem todos os adesivos funcionam da mesma forma

Os modelos mais comuns são feitos de hidrocoloide, material que ajuda a absorver líquidos acumulados em espinhas com pus. Há também versões com ativos como ácido salicílico, peróxido de benzoíla, enxofre e niacinamida. Já os adesivos com microagulhas dissolvíveis prometem levar ingredientes às camadas mais profundas da pele, embora ainda existam poucas evidências científicas sobre sua eficácia.

Especialistas recomendam que os adesivos sejam utilizados como complemento aos tratamentos convencionais, que continuam tendo como principais aliados os retinoides, o peróxido de benzoíla e antibióticos tópicos. Pessoas com pele muito sensível, alergias ou suspeita de infecção na região devem evitar o uso sem orientação médica.

O que a tendência diz sobre a geração Z?

Além do aspecto dermatológico, os adesivos também refletem uma mudança de comportamento. Se antes a acne era vista como algo a ser escondido, muitos jovens passaram a exibi-la sem constrangimento, usando os patches como parte do visual.

Para especialistas em comportamento, a tendência mostra uma tentativa de transformar vulnerabilidades em algo mais natural e menos estigmatizado. Em uma geração que cresceu sob a influência das redes sociais, os adesivos representam não apenas um cuidado com a pele, mas também uma nova forma de lidar com a própria imagem e com os padrões de beleza.

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