Lei Felca

Influenciador condenado recorre com base em mudança na legislação

A defesa de Hytalo Santos solicitou a anulação da condenação do influenciador com base no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como Lei Felca.

Na Mira

Pedido de anulação de condenação cita nova lei digital (Foto: divulgação)

JOÃO PESSOA – A defesa do influenciador Hytalo Santos protocolou uma petição na Vara da Infância e Registro Público da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita, na Paraíba, solicitando a anulação da condenação dele e do marido, Israel Vicente.

O pedido tem como base o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), conhecido como Lei Felca, que entrou em vigor no dia 17 de março. Segundo os advogados, a condenação ocorreu antes da nova legislação, quando havia uma interpretação mais ampla sobre o crime de pornografia infantil.

Defesa aponta mudança na definição de crime

Na decisão original, o juiz seguiu entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerava a pornografia infantil como uma tipificação penal aberta.

Com a nova lei, o conceito passa a abranger conteúdos cujo objetivo principal seja a representação de atos sexualmente explícitos ou a exibição de nudez com finalidade sexual.

Na petição, a defesa argumenta que o conteúdo publicado por Hytalo Santos e Israel Vicente nas redes sociais se enquadra como manifestação cultural periférica, ligada a movimentos como o brega funk.

Decreto regulamenta exceções para conteúdos

O Decreto nº 12.880/2026, que regulamenta a Lei Felca, exclui do enquadramento como pornografia materiais de caráter educativo e artístico, com o objetivo de garantir a liberdade de expressão.

Até o momento, não há prazo definido para a análise do pedido por parte da Justiça.

Condenação foi proferida em fevereiro

A Justiça da Paraíba condenou Hytalo Santos a 11 anos de prisão e Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, a 8 anos. A sentença foi proferida no dia 22 de fevereiro.

Os dois foram responsabilizados por produção, reprodução e transmissão de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes nas redes sociais, com finalidade de monetização.

O recurso apresentado pela defesa aguarda análise judicial. Enquanto isso, a condenação segue válida até eventual decisão que possa modificar ou anular a sentença.

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