adaptação literária

Best-seller brasileiro “A Cabeça do Santo” vai virar filme com Antônio Pitanga

Romance de Socorro Acioli ganhará adaptação para o cinema dirigida por Joana Mariani; produção ainda não tem data de estreia.

Na Mira

Atualizada em 05/03/2026 às 14h27
Best-seller brasileiro “A Cabeça do Santo” vai virar filme com Antônio Pitanga. (divulgação e Nadja Kouchi/ Acervo TV Cultura)

BRASIL - O romance “A Cabeça do Santo”, da escritora cearense Socorro Acioli, ganhará uma adaptação cinematográfica protagonizada por Antônio Pitanga. A obra, publicada em 2014 e prestigiada internacionalmente, será levada às telonas com direção e roteiro de Joana Mariani.

A produção ficará a cargo da Coração da Selva, empresa liderada pela produtora cearense Geórgia Costa Araújo e conhecida por projetos como Pedro & Bianca e Beleza Fatal.

No início de fevereiro, uma primeira leitura de trechos do roteiro foi realizada na sede da produtora, em São Paulo. Além da diretora, participaram convidados como Jesuíta Barbosa, Melina Anthís e Agnes Nunes. Até o momento, porém, nenhum deles foi confirmado oficialmente no elenco. Pitanga é o único nome anunciado.

Ainda não há datas divulgadas para o início das filmagens nem previsão de estreia do longa.

Qual é a história de “A Cabeça do Santo”?

Publicado em 2014, o livro acompanha Samuel, um jovem que atravessa o sertão a pé para cumprir o último pedido da mãe: encontrar o pai e a avó na cidade de Candeia. A jornada marca uma virada em sua vida.

Ao chegar ao local, Samuel descobre que consegue ouvir as preces feitas por mulheres a Santo Antônio. A partir desse dom inesperado, ele passa a interferir nas relações e tensões da pequena comunidade, assumindo um papel improvável entre os moradores.

História foi inspirada em fato real no Ceará

A trama nasceu a partir de um episódio ocorrido em Caridade, Ceará. Em 1984, a prefeitura iniciou a construção de uma estátua de Santo Antônio no Morro do Serrote com o objetivo de impulsionar o turismo religioso na região.

A obra, porém, foi interrompida dois anos depois por falta de recursos. O corpo da imagem permaneceu no alto do morro, enquanto a cabeça, montada no chão, nunca foi instalada devido ao peso e aos ventos fortes da área.

Com o tempo, a peça acabou colocada em uma rua de um conjunto habitacional e passou a fazer parte do cotidiano da cidade, chegando inclusive a servir de abrigo para moradores.

A imagem do santo quebrado inspirou Socorro Acioli a escrever o romance, desenvolvido após a autora participar de uma oficina literária com o escritor colombiano Gabriel García Márquez. O livro se consolidou como um dos títulos mais reconhecidos de sua carreira.

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