BRASIL - Depois de alguns anos irregulares nas bilheterias com projetos inéditos, a parceria entre Disney e Pixar tenta recuperar o prestígio com “Cara de Um, Focinho de Outro”, que estreia nesta quinta-feira (5). A animação aposta em humor ágil, personagens carismáticos e uma mensagem ambiental clara para reconquistar crianças e adultos.
O 30º longa do estúdio desde Toy Story entrega uma história simples, mas eficiente. Uma aventura sobre empatia, natureza e convivência entre espécies, com piadas rápidas e um visual que transforma o “mundo pequeno” dos animais em um espetáculo cinematográfico.
Cara de Um, Focinho de Outro: história mistura tecnologia e natureza
A trama acompanha Mabel, estudante apaixonada por meio ambiente que vive em conflito com o prefeito Jerry por causa de projetos que ameaçam áreas verdes da cidade. Ao descobrir uma tecnologia universitária capaz de transferir sua mente para um robô em forma de marmota, ela passa a explorar o reino animal por dentro.
Nesse novo universo, faz amizade com o carismático castor Rei George, que apresenta as regras de convivência entre as espécies. Quando um incidente coloca todos em risco, Mabel precisa agir rápido para proteger tanto os animais quanto os humanos.
Tecnicamente, a Pixar mantém o padrão de excelência. A câmera acompanha perseguições e deslocamentos com mais agilidade, enquanto a perspectiva microscópica cria sequências quase mágicas.
O filme evoca o espírito de Vida de Inseto, ampliando a ideia de sociedades animais organizadas. Também flerta com disputas políticas dignas de Game of Thrones, só que em tom leve e cômico.
As referências pop surgem em gags rápidas, incluindo menções a Avatar, Up: Altas Aventuras, Lightyear e ao curta For the Birds. Há ainda paródias de clássicos como Os Pássaros, de Alfred Hitchcock, e Tubarão, de Steven Spielberg, que rendem alguns dos momentos mais engraçados.
Amizade é o coração do filme
O maior trunfo da narrativa está na relação entre Mabel e George. Enquanto ela é intensa e impulsiva, ele é calmo e conciliador. O contraste cria uma amizade construída aos poucos, sem atalhos emocionais, dando peso às decisões do terceiro ato.
A direção é de Daniel Chong, que estreia em longas com segurança, assinando o roteiro ao lado de Jesse Andrews. A dupla evita vilões rasos e trabalha personagens com mais nuances, inclusive o prefeito.
Dublagem brasileira se destaca
Na versão nacional, o principal destaque é Renata Sorrah, conhecida por Senhora do Destino, que dubla a Rainha dos Insetos. No original em inglês, a voz é de Meryl Streep, com participações de Jon Hamm (prefeito) e Dave Franco.
Mesmo sem cópias legendadas amplas, a dublagem brasileira sustenta bem o humor e a emoção.
Com mensagem ecológica acessível, ritmo leve e boas piadas, “Cara de Um, Focinho de Outro” surge como um respiro criativo para a Pixar. Fique até o fim: duas cenas extras nos créditos fecham a sessão com mais diversão.
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