CINEMA

Maitê Padilha estreia “A Miss” e amadurece carreira com drama sobre padrões familiares

Atriz mineira vive jovem pressionada pela mãe em concursos de beleza e conduz debate sobre expectativas, identidade e sexualidade nos cinemas.

Na Mira

Atualizada em 23/02/2026 às 15h49
Maitê Padilha estreia “A Miss” e amadurece carreira com drama sobre padrões familiares. (OLHAR FILMES/DIVULGAÇÃO)

BRASIL - Revelada ainda criança na série Gaby Estrella, a atriz Maitê Padilha inicia uma nova fase na carreira com o filme A Miss, que estreia nesta quinta-feira (26) nos cinemas. Aos 25 anos, ela assume um papel mais denso e conduz a discussão central da trama: o peso das frustrações dos pais projetadas sobre os filhos.

Embora more no Rio de Janeiro desde a infância, Maitê faz questão de reafirmar as origens. “Sou de Juiz de Fora. Todo mundo fala que é quase Rio, né? Mas eu não. Gosto de falar que sou mineira”, diz.

No longa, ela interpreta Martha, adolescente pressionada pela mãe a seguir carreira em concursos de beleza, um sonho interrompido na geração anterior.

A Miss discute padrões familiares e identidade

Na história, Martha carrega no próprio nome uma referência à modelo Martha Rocha, vice no Miss Universo de 1954. Já a mãe, Iêda, vivida por Helga Nemetik, homenageia Iêda Maria Vargas, vencedora do concurso em 1963.

Determinada a realizar o sonho que não conseguiu concretizar, a personagem inscreve a filha em sucessivos concursos, mesmo sem vocação. A saída encontrada por Martha é inusitada: ela passa a faixa de miss Grajaú para o irmão gêmeo Alan, interpretado por Pedro David (Fazendo o Meu Filme), que vive o processo de descoberta da própria sexualidade.

Segundo Maitê, o filme usa o universo das misses para abordar temas mais amplos.

“Gosto da ideia de amadurecer as temáticas, trabalhar questões mais complexas, com mais camadas. Nosso filme fala sobre repetição de padrões, expectativas familiares e identidade”, afirma.

Vivências pessoais influenciaram atuação

A pressão retratada no roteiro não é distante da realidade da atriz. Ex-artista mirim, ela lembra do ambiente competitivo desde cedo.

“A gente convive com esse meio muito expositivo, que mexe com o ego. Quando recebe um ‘não’, parece algo pessoal. Criança sente isso, mesmo sem entender”, comenta.

Para compor a personagem, Maitê pesquisou relatos de candidatas a concursos e buscou referências no reality Dance Moms, conhecido pelo treinamento rígido de jovens bailarinas.

Ela também destaca que o filme trata a sexualidade de forma natural, sem transformar a identidade de Alan em problema central. “É mostrado como algo libertador para ele”, diz.

Nova fase na carreira

Escalada ainda para a próxima novela da Record, a atriz afirma que quer seguir investindo em personagens mais complexos. Entre os planos, está a criação de um coletivo de cinema com amigos para desenvolver projetos autorais.

“A ideia é produzir nossas próprias histórias e continuar amadurecendo artisticamente”, conta.

Com “A Miss”, Maitê Padilha aposta em uma transição definitiva do universo juvenil para narrativas mais densas, discutindo família, pertencimento e liberdade de escolha, temas que, segundo ela, dialogam diretamente com sua própria trajetória.

Confira trailer:

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.