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Pedro Sobrinho
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Em São Paulo

Tambor de Crioula da Floresta do Mestre Apolônio participa da 36ª Bienal de São Paulo

A apresentação será no próximo domingo (7), às 11h30, na Varanda Bienal, palco que trará programação cultural variada, com entrada gratuita.

Pedro Sobrinho

Tambor de Crioula da Floresta do Mestre Apolônio. Foto: Divulgação

SÃO PAULO - O Maranhão estará presente em um dos maiores palcos de arte contemporânea do mundo: a 36ª Bienal de São Paulo. O Tambor de Crioula da Floresta do Mestre Apolônio – “Prazer de São Benedito”, fundado em 1980, foi convidado pela Vale, por meio do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), para representar a força da cultura popular maranhense no evento. A apresentação será no próximo domingo (7), às 11h30, na Varanda Bienal, palco que trará programação cultural variada, com entrada gratuita.

Com patrocínio master da Vale, a 36ª edição da Bienal de São Paulo abre ao público no dia 6 de setembro, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, com obras de 120 artistas de todo o mundo, também com entrada gratuita.

Com patrocínio master da Vale, a 36ª edição da Bienal de São Paulo abre ao público no dia 6 de setembro, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, com obras de 120 artistas de todo o mundo, também com entrada gratuita.

Foto: Divulgação

Com sede no bairro da Floresta, em São Luís, o “Prazer de São Benedito” reúne cerca de 50 integrantes, que mantêm viva a ancestralidade desta dança. O grupo tem grande reconhecimento em seu território por seu fundador, Mestre Apolônio Melônio, ser um dos brincantes de Bumba Meu Boi mais antigos e respeitados do Maranhão.

Foto: Divulgação

Para o diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez, a participação do grupo maranhense reafirma a relevância de uma manifestação de origem africana marcada pelo toque dos tambores, pela dança circular e pela devoção a São Benedito. “A presença do Tambor de Crioula se integra ao conceito da Bienal, que propõe a experiência de outras formas de estar e pensar o mundo, principalmente a partir de lógicas afrocentradas”, aponta Gabriel.

Reconhecido no Brasil e no exterior como guardião das tradições, o grupo do qual faz parte o Tambor de Crioula da Floresta, nome como também é conhecido, atua também na formação de crianças e jovens, transmitindo saberes de dança, música e artesanato popular.

Foto: Divulgação

A dança do Tambor de Crioula é realizada por mulheres, denominadas coreiras, vestidas em saias estampadas, coloridas e amplas, com blusas de renda, colares em diversas cores e a cabeça coberta com o mesmo tecido da saia. Já os coreiros são responsáveis pelo canto e pelo toque dos instrumentos, que são compostos por três tambores rústicos, cuja afinação é realizada diretamente na fogueira.

Foto: Divulgação


“Estar na Bienal de São Paulo representa não apenas a valorização de uma manifestação tradicional, mas também a inserção do tambor de crioula no diálogo com a arte contemporânea, em um espaço que reúne expressões artísticas de diferentes linguagens e origens”, sintetiza Nadir Cruz, presidente do Bumba Meu Boi da Floresta, do qual o “Prazer de São Benedito” faz parte. Para Nadir, o convite é um marco histórico: “Coloca o Maranhão em evidência, destacando a riqueza, a diversidade e a potência de sua cultura popular”, finaliza.

Tambor de Crioula da Floresta do Mestre Apolônio - “Prazer de São Benedito”

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática

Data e Horário:  dia 7/9, domingo, às 11h30

Local: Varanda Bienal; Pavilhão Ciccillo Matarazzo (Parque Ibirapuera, portão 3)

Entrada Gratuita


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