Dia das Mães

Dia das Mães: 88% dos partos no Brasil são cesárea

Outro dado alarmante é o número de cesarianas sem indicação efetiva.

Divulgação/ Assessoria

Atualizada em 27/03/2022 às 11h43
(Foto: Reprodução/Internet)

SÃO PAULO - A maioria das mães se planeja por nove meses para a chegada do parto. Algumas sonham com o parto normal, mas devido a algumas complicações nem sempre isso é possível. O número de cesáreas vem crescendo no país, segundo um estudo feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde no mês de maio em 2014, apontou que o número de cesárea subiu para 88%. A pesquisa avaliou 23.940 mulheres, durante o período de fevereiro de 2011 a outubro de 2012 e mostrou que 52% dos nascimentos eram cesárea. De acordo com os pesquisadores o medo da dor e partos prematuros está entre as principais causas que levam os médicos a optarem pela cesárea.

Outro dado alarmante é o número de cesarianas sem indicação efetiva. Infelizmente muitas cesarianas são agendadas por conveniência de alguns médicos, sem levar em conta a vontade da mãe e a real necessidade médica e também pela exigência materna, pois muitas mulheres tem medo do parto normal.


A quantidade de bebês que nasce prematuramente no Brasil tem aumentado nos últimos anos, o que assusta muitos pais e médicos. Segundo a ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM-SP: 124.315), pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP), o melhor parto é aquele que propõem condições segura e de saúde para a mãe o bebê.


A grande maioria das mulheres conseguem ter parto normal, pois é um processo natural e o corpo da gestante se prepara para esse momento. Chegando os nove meses é imprescindível acompanhamento médico com frequência para avaliar o bem estar fetal e esperar com segurança o início do trabalho de parto. Se a gestante conseguir levar a gravidez além da 40ª semana e tudo está caminhando para o parto normal ela pode ter o seu filho de forma natural sem a necessidade de fazer uma cesárea. Mas, em alguns casos no fim da gestação podem ocorrer algumas complicações, sendo que nessas circunstâncias a cesariana é medida salvadora e deve sim ser realizada, pois quando bem indicada salva a vida da mamãe e do bebê. Nesses casos, esperar pelo parto normal poderia ser fatal. “Quando a placenta se desloca e bloqueia a saída do bebê, sendo chamado como placenta prévia centro total a cesariana está bem indicada. Se a criança fizer força ao tentar nascer pode ocorrer uma hemorragia grave e até mesmo levar óbito da mãe e do bebê”, afirma.


Em outros casos quando o feto está atravessado no útero, desproporção do bebê para a bacia materna, sofrimento fetal, prolapso do cordão umbilical e descolamento da placenta, a cesárea pode salvar vidas.


Pense sempre na saúde do bebê e da mãe


O parto é o momento mais precioso para a mãe e o bebê, portanto, é importante que a mulher sinta-se segura. “A gestante deve tirar todas as suas dúvidas com o médico durante o pré-natal. A escolha da equipe médica é fundamental para que a família se sinta segura e entenda que todo o procedimento indicado tem motivos verdadeiros, visando o bem estar da mamãe e do bebê.


O médico obstetra deve explicar com clareza todos os procedimentos a serem realizados e realiza-los com o consentimento da gestante. O pai pode, e deve estar presente na sala da cirurgia apoiando a mulher nesse momento”, ressalta a ginecologista.


É importante à mãe deixe as aflições de lado, sentimentos de culpa ou frustração se o tipo de parto desejado não acontecer. O tipo de parto não depende só da vontade da gestante, mas fatores fetais e condição médica da mãe e bebê. Por isso o mais importante é ter um parto seguro, com preservação máxima da saúde da mamãe e do bebê, independente da via de parto.


Sem dúvida o parto normal é o mais indicado na maioria dos casos. “Quando o bebê passa pelo canal do parto, ele sofre uma compressão do tórax, o que ajuda a eliminar uma parte do líquido amniótico no pulmão contribuindo para a respiração. Além disso, permite o aleitamento precoce, assim que o bebê nascer ele deve ser amamentado pela mãe e a recuperação é mais rápida. O processo do parto normal também é muito importante para a transformação da mulher, que vivencia esse momento com autonomia. Por esse motivo, o parto normal deve ser mais estimulado” conclui a Dra. Erica.


Parto Normal X Parto Cesárea


Confira as diferenças entre os partos:


Parto Normal

• Recuperação mais rápida da mãe

• O trabalho de parto pode ser demorado longo, em alguns casos pode levar mais que 12 horas;

• Descida do leite é mais rápida

• Menor risco de infecção;

• Menor perda sanguínea

• Retorno mais rápido às atividades cotidianas

• O parto pode ser feito com anestesia para a mãe não sentir dor.

Parto Cesárea

• A recuperação é mais lenta;

• Risco maior de infecção;

• Maior perda sanguínea

• Descida do leite mais demorada

• A anestesia pode ser raquidiana ou peridural;

• Geralmente há dor no pós-parto.

• Retorno mais lento às atividades cotidianas

Independente do tipo de parto, é importante humanizar o atendimento de pré-natal e parto, colocando a família em primeiro plano, com participação ativa dos pais, autonomia da gestante, escolha do acompanhante, da posição que preferir, uso de métodos alternativos para alívio da dor, musicoterapia e ambiente acolhedor.

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