"me apaixonei"

"Baixinho do Fusca" chama atenção em Bacabal com carro, roupas e até casa cor-de-rosa

Francisco Dutra, conhecido como "Baixinho do Fusca", transformou a paixão pela cor em marca registrada, fazendo sucesso com seu Fusca rosa.

Imirante, com informações da TV Mirante

BACABAL – Um Fusca já costuma despertar olhares por onde passa. Mas, quando o carro é inteirinho cor-de-rosa, fica difícil não reparar. Em Bacabal, no interior do Maranhão, quem aparece ao volante dessa raridade é Francisco Dutra, de 60 anos, conhecido como “Baixinho do Fusca”. 

E não é só o automóvel que chama atenção. O motorista também costuma sair por aí vestido em diferentes tons de rosa. A paixão de Francisco pela cor virou sua marca registrada. O Fusca, fabricado em 1985, está com ele desde 1998, quando foi comprado por apenas R$ 900. 

O que começou como a realização do sonho de ter um carro acabou se transformando em uma relação especial com o modelo e, depois, com a cor que hoje está presente em praticamente tudo ao seu redor.

Em entrevista à TV Mirante, Francisco contou, com bom humor, que a primeira ideia ao comprar o veículo era conquistar namoradas. “Eu tinha muita vontade de arrumar namoradas bonitas. Eu achava que se eu tivesse um carro, eu ia arrumar essas namoradas. E não deu certo”, brincou.

Paixão pelo fusca rosa começou por acaso

Antes de encontrar o famoso Fusca rosa, Francisco conta que não tinha preferência por um modelo específico. Queria apenas comprar um carro usado. Mas o primeiro automóvel que apareceu em seu caminho foi justamente um Fusca, e a escolha acabou mudando sua relação com os veículos.

“E o primeiro carro que Deus botou na minha vida para eu comprar foi o Fusca. Aí de lá pra cá eu me apaixonei pelo Fusca. E aí quando eu vi um Fusca rosa lá em Fortaleza, aí a paixão aumentou”, relatou.

Francisco Dutra contou que paixão surgiu quando viu um fusca cor de rosa em Fortaleza, no Ceará. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Desde então, o carro e o motorista viraram uma dupla conhecida em Bacabal. Pelas ruas da cidade, é comum que as pessoas parem para olhar, conversar e pedir uma fotografia. A curiosidade é tanta que até a equipe de reportagem da TV Mirante aproveitou a oportunidade para dar uma voltinha no veículo.

Cor está nas roupas, na casa e no fusca rosa

Para Francisco, gostar de rosa não é uma personagem criada para chamar atenção. Ele garante que se veste assim porque realmente gosta da cor e se sente bem com ela. “E sei que não estou fazendo mal, estou fazendo bem. Então eu me sinto bem. Eu uso a rosa e pra mim é normal, tranquilo”, afirmou. “Sou um pai de família, sou um cidadão. Então eu me sinto muito bem com isso.”

E a paixão não para no Fusca nem nas roupas. O caminhão que Francisco utiliza para trabalhar com mudanças também segue a mesma preferência. A casa onde mora com a esposa, Virlene, e os dois filhos é cor-de-rosa por fora e tem vários detalhes na mesma tonalidade nos ambientes internos.

Até os utensílios do dia a dia entram na combinação. Durante a visita da equipe de reportagem, a família preparou um lanche com detalhes cor-de-rosa, incluindo o cuscuz servido à mesa.

Família também entrou na onda do rosa

A esposa de Francisco, Virlene, conta que já se acostumou com o estilo do marido e que também gosta da cor, embora prefira variar nas próprias roupas. Para ela, a escolha do companheiro ajuda até a quebrar barreiras. 

O casal, que é evangélico, também participa de ações relacionadas ao Outubro Rosa na igreja, com uma proposta personalizada em que as mulheres se vestem de rosa. A criatividade aparece até nas conversas pelo celular. As figurinhas usadas por Francisco são personalizadas e trazem imagens dele com seus tradicionais looks cor-de-rosa.

Dono do fusca rosa não busca fama

Apesar de ser reconhecido pelas ruas de Bacabal, Francisco afirma que nunca teve a intenção de viralizar na internet ou conquistar fama. A repercussão, segundo ele, aconteceu naturalmente, como consequência de seu jeito de viver e da paixão que faz questão de demonstrar.

E a preferência não parece ter limites. Ao ser questionado sobre o que faria caso comprasse um avião, não teve dúvidas sobre a cor que escolheria. “É rosa, porque eu acho bonito, eu gosto”, respondeu.

Enquanto esse avião não chega, o Baixinho do Fusca segue cruzando as ruas de Bacabal com seu companheiro de quatro rodas. Uma dupla que prova que, quando o assunto é gosto pessoal, o importante mesmo é se sentir bem.

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