Na Grande São Luís

Empresas de ônibus poderão ter atividades suspensas por descumprimento de acordo, diz Sindicato dos Rodoviários

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, seis empresas de ônibus poderão ter as atividades paralisadas a partir das primeiras horas da próxima quarta-feira (10).
Imirante.com04/11/2021 às 16h30
Empresas de ônibus poderão ter atividades suspensas por descumprimento de acordo, diz Sindicato dos RodoviáriosReprodução

SÃO LUÍS - Na tarde desta quinta-feira (4) o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão emitiu nota informando que devido o descumprimento das cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho e também, do acordo firmado entre a entidade e o sindicato patronal, SET, na prefeitura de São Luís, seis empresas de ônibus poderão ter as atividades paralisadas a partir das primeiras horas da próxima quarta-feira (10).

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De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, ofícios já foram encaminhados para as seis empresas, para a Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SET) e também, para os órgãos competentes, como Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) e Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes.

Veja as empresas citadas pelo Sindicato dos Rodoviários:

Autoviária Matos Ltda;
Viação Abreu/Seta Transportes;
Planeta / São Benedito;
Ratrans;
Pelé / Patrol;
Grupo 1001;

Ainda segunfo o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, eles seguem atentos a toda esta situação e caso, até quarta-feira (10), as empresas cumprirem com o compromisso feito, perante o Prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pagando os salários dos trabalhadores, a paralisação será suspensa, caso isso não aconteça, não restará outra alternativa que não seja, suspender as atividades nas seis empresas citadas.

Doze dias sem ônibus

Por 12 dias, a população da Região Metropolitana de São Luís, que abrange a capital, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, ficou sem ônibus do transporte público. A greve dos rodoviários teve início no último dia 21 de outubro, com 100% de paralisação. Os trabalhadores cruzaram os braços para exigir da classe patronal os seguintes benefícios:

- 13% de reajuste salarial;

- jornada de trabalho de seis horas

- tíquete de alimentação no valor de R$ 800;

- manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente;

- a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.

Fim da greve

No dia 1º de novembro chegou ao fim a greve dos rodoviários na Grande São Luís. O anúncio foi feito pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Segundo o prefeito, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Rodoviários aceitaram a proposta feita pela gestão municipal da capital, sem haver aumento da tarifa.

Durante o encontro ficou definido que os trabalhadores receberão:

- Reajuste salarial de 5%
- Percentual de 6% no tíquete alimentação, que corresponde a R$ 620.
- Não haverá descontos nos doze dias de paralisação nos salários dos trabalhadores rodoviários
- As empresas que estão com meses de salários atrasados, terão o prazo de pagamento até quarta-feira (3).

Em nota, a Prefeitura de São Luís informa que já efetuou o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial ao sistema de transporte público, bem como já encaminhou à Câmara Municipal o projeto de lei que cria o "Cartão Cidadão".

Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), informa que o repasse do subsídio, que deveria ter sido feito pela Prefeitura na quarta-feira (3), foi feito somente por volta das 14h desta quinta-feira (4).

Veja a nota na íntegra:

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informa que o repasse do subsídio, que deveria ter sido feito pela Prefeitura na quarta-feira (3), foi feito somente por volta das 14h desta quinta-feira (4), e em parte.

Assim, ao receber a confirmação do crédito na conta, as empresas iniciaram os pagamentos aos funcionários, sendo que alguns, por conta dos trâmites bancários e operacionais, não são creditados imediatamente nas contas.

O SET reforça seu compromisso de agir com transparência e responsabilidade para que o transporte público continue a circular normalmente na capital.

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