Fim da greve

Após 12 dias parados, ônibus voltam a circular na Grande São Luís

Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Rodoviários aceitaram a proposta feita pela gestão municipal da capital, sem haver aumento da tarifa.
Imirante.com01/11/2021 às 14h58
Greve teve início no dia 21 de outubro, afetando diretamente 700 mil usuários do transporte público. (Foto: Paulo Soares / Grupo Mirante)

SÃO LUÍS - Após 12 dias de paralisação, os ônibus voltaram a circular no início da tarde desta segunda-feira (1º), na Grande São Luís. O fim da greve dos rodoviários foi anunciado na manhã de hoje pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

Segundo o prefeito, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Rodoviários aceitaram a proposta feita pela gestão municipal da capital, sem haver aumento da tarifa.

Em nota, o Governo do Maranhão, por meio da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), informou que todo o sistema metropolitano de transporte de responsabilidade do governo do Estado, também já retornou a normalidade da operação nesta segunda-feira (1º).

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A greve deixou cerca de 700 mil usuários do sistema de transporte público prejudicados e procurando outras alternativas para se locomoverem nos quatro municípios da Região Metropolitana.

Reunião para fim da greve

A reunião que definiu o fim da greve teve início às 10h desta segunda, na sede do Executivo Municipal, Palácio La Ravardière, exatamente uma semana depois de os mesmos personagens terem se reunido a primeira vez para tentar um acordo, sem sucesso.

Durante o encontro ficou definido que os trabalhadores receberão:

- Reajuste salarial de 5%
- Percentual de 6% no tíquete alimentação, que corresponde a R$ 620.
- Não haverá descontos nos doze dias de paralisação nos salários dos trabalhadores rodoviários
- As empresas que estão com meses de salários atrasados, terão o prazo de pagamento até quarta-feira (3).

Acordo foi proposto nesta segunda-feira (1º). (Foto: Divulgação / Sttrema)

O prefeito Eduardo Braide já havia anunciado na sexta-feira (29) ter formalizado um auxílio emergencial ao sistema de transporte rodoviário da capital. Apesar disso, os empresários sustentavam a impossibilidade de arcar com o reajuste salarial e os benefícios exigidos pelos rodoviários.

O prefeito também anunciou na semana passada a criação do Cartão Cidadão, que deve beneficiar o trabalhador que perdeu emprego em decorrência da pandemia da Covid-19.

Doze dias sem ônibus

Por 12 dias, a população da Região Metropolitana de São Luís, que abrange a capital, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, ficou sem ônibus do transporte público. A greve dos rodoviários teve início no último dia 21 de outubro, com 100% de paralisação. Os trabalhadores cruzaram os braços para exigir da classe patronal os seguintes benefícios:

- 13% de reajuste salarial;

- jornada de trabalho de seis horas

- tíquete de alimentação no valor de R$ 800;

- manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente;

- a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.

Greve dos rodoviários na Grande São Luís segue desde o dia 21 de outubro. (Foto: Divulgação / Sttrema)

Mudança na SMTT

Em meio à crise no sistema de transporte público, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, anunciou nesse sábado (30) a substituição no comando da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT). Cláudio Ribeiro saiu da pasta, e Diego Baluz assumiu a secretaria. O prefeito, no entanto, não justificou a mudança.

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