Análise

O divisor da vacinação: a cepa indiana

Com a confirmação, em maio, de casos de pessoas com Covid-19 sendo da nova cepa indiana, Ministério da Saúde. Governo do Maranhão e prefeituras da Grande Ilha se uniram em força tarefa para vacinar população
Thiago Bastos/ Da editoria de Política26/07/2021 às 15h54
O divisor da vacinação: a cepa indianaVacinação na Ilha de São Luís foi acelerada com a confirmação de casos da nova cepa indiana da Covid-19 (Foto: Prefeitura de Imperatriz )

Desde que foi detectada a cepa no Maranhão, a vacinação na capital maranhense e em outras partes do estado contra a Covid-19 ganhou novo ritmo.

O fato suscitou, em sequência, em uma série de desdobramentos que resultaram em uma guinada na campanha em determinadas partes do Estado, com direito à ampliação de públicos e, por conseguinte, na campanha como um todo.

No dia 23 de maio deste ano, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - que entre qualidades e defeitos, conduz com serenidade o quadro de ainda crise no território nacional em relação à pandemia- esteve em São Luís para firmar com o Estado e Município uma espécie de força-tarefa para o envio de 300 mil doses de vacinas contra a Covid-19 e de kits para testagem em massa.

Tanto as doses quanto os testes, em especial, foram usados na capital. A inclusão deste contingente de doses - o maior já recebido pelo estado desde o início da campanha- acelerou a vacinação na cidade. Foi possível, por inclusão, reduzir a idade exigida de público-alvo e o recebimento, por São Luís, da cidade que conseguiu de forma que pioneira no Brasil vacinar a população adulta.

Nesta semana, o Maranhão deve ter outra boa notícia. A previsão da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é de recebimento de outras doses. Se as mais de 229 mil doses chegarem, estima-se, quem sabe, o cumprimento da meta de vacinar, até setembro deste ano, toda a população adulta.

O efeito do novo ritmo, mais célere, de recebimento das vacinas (o que deveria ter ocorrido antes no país, se não fossem as divergências políticas e supostos casos de desvio de dinheiro público), já se reflete nos dados quanto à ocupação de leitos. Dados do governo maranhense apontam em quedas nos índices de ocupação de leitos de UTI, tanto na Grande Ilha quanto em outras cidades, como Imperatriz.

Na capital, apesar da queda na ocupação das UTI públicas, por enquanto, não se cogita desativação de leitos. A capital deve chegar ao público de 12 anos em ciclo vacinal em breve.

Uma pena que o país somente tenha aprendido e seguido no trilho aparentemente mais correto a partir de fatos negativos. Mas antes tarde do que nunca.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante no Twitter, Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva no nosso canal no Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do WhatsApp pelo telefone (98) 99209-2383.

© 2019 - Todos os direitos reservados.