Análise

Após colapso em Manaus, Saúde evita erro em São Luís

Autoridades da área de Saúde dos três níveis do poder se voltaram para ações conjuntas para evitar situação ocorrida em Manaus
Gilberto Léda/Editoria de Política25/05/2021 às 16h00
Após colapso em Manaus, Saúde evita erro em São LuísDoses de vacinas chegaram na segunda-feira, 24, para serem distribuídas para os quatro municípios da Ilha de São Luís (Foto: Ruy Barros)

Se ficou uma lição ao Brasil - e, principalmente, ao Ministério da Saúde - após o colapso por falta de oxigênio em Manaus, no início do ano, foi a de que, nessa pandemia do novo coronavírus, não se pode demorar tanto a tomar decisões quando existe a possibilidade de a situação se agravar em uma localidade.

No caso da capital amazonense, prefeitura, governo estadual e governo federal falharam em dar respostas à crise que se anunciava a partir do momento em que se identificou uma nova variante da Covid-19 no estado.

O resultado foi a perda de vidas que, certamente, teriam sido poupadas se houvesse maior proatividade de quem precisava atuar para conter o caos.

Agora, em São Luís e Região Metropolitana, pelo menos, pode-se dizer que a tragédia no Amazonas serviu de aprendizado.

Assim que se confirmou, no fim da semana passada, que tripulantes indianos de um navio chinês - três dos quais com passagem por hospital da rede privada da capital maranhense - carregavam a tal variante B.1.617 - ou cepa indiana -, autoridades sanitárias em todos os níveis tomaram decisões rápidas.

Como resultado, já no domingo, 23, 600 mil testes para identificação da variante chegavam ao Maranhão. No mesmo dia, a Prefeitura de São Luís já elaborava um plano de testagem em massa, com pontos nas principais portas de entrada e saída da cidade.

Na segunda-feira, 300 mil novas doses de vacinas foram enviadas pelo Ministério da Saúde.

Em conjunto, as secretarias de Saúde do Estado e dos quatro municípios da Grande Ilha definiram os critérios de divisão e anunciaram a ampliação do público alvo da vacinação.

É tipo de resposta que a sociedade espera quando se trata da saúde da população. Sem politizações desnecessárias. Sem disputas eleitoreiras. Com foco apenas em combater o inimigo em comum.

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