Por causa das restrições

Sindicato suspende greve dos rodoviários na Grande São Luís prevista para segunda

A greve está suspensa devido a prorrogação das medidas de restrição para conter a Covid-19 no Estado, anunciada nesta sexta (12) pelo governador Flávio Dino.
Liliane Cutrim/Imirante.com12/03/2021 às 14h44
Sindicato suspende greve dos rodoviários na Grande São Luís prevista para segundaDe acordo com Brito, como as restrições estarão em vigor até 21 de março, o Sindicato entende a necessidade de o transporte circular em sua totalidade durante esse período, para não prejudicar a população. ( Foto: De Jesus / O Estado)

SÃO LUÍS - O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Alves Brito, anunciou, no início da tarde desta sexta-feira (12), que a categoria decidiu suspender a paralisação prevista para ser realizada na próxima segunda-feira (15) na Região Metropolitana de São Luís.

Em entrevista na rádio Mirante AM, o presidente afirmou que, embora os rodoviários ainda não tenham entrado em um acordo favorável com os empresários, a greve está suspensa devido a prorrogação das medidas de restrição para conter a Covid-19 no Estado, anunciada nesta sexta pelo governador Flávio Dino.

De acordo com Brito, como as restrições estarão em vigor até 21 de março, o Sindicato entende a necessidade de o transporte circular em sua totalidade durante esse período, para não prejudicar a população.

"As reivindicações dos trabalhadores rodoviários, são justas e legítimas e mesmo a categoria sentindo na pele, todas as consequências da falta de entendimento, no que se refere a definição da Convenção Coletiva de Trabalho, os trabalhadores também entendem que uma paralisação dos ônibus na capital, poderia resultar em aglomerações e consequentemente, em uma disseminação da doença e isso, os rodoviários não que querem", disse o sindicato, por meio de nota.

Somente após o fim das restrições, a categoria vai analisar se fará ou não a paralisação. Ainda de acordo com Marcelo Brito, o sindicato espera que, até o dia 21 de março, a categoria e os empresários cheguem a um acordo, para que os ônibus não deixem de circular na Grande São Luís.

Após reunião realizada no fim da manhã desta sexta-feira (12), entre o Presidente, Marcelo Brito, a diretoria e o departamento jurídico, o sindicato dos rodoviários decidiu que, ao invés da deflagração de greve em todo o sistema, cada empresa que atua no transporte público de São Luís, será alvo de fiscalização, a partir da próxima semana, no sentido de identificar irregularidades cometidas contra os trabalhadores, como o não pagamento de salários ou do ticket alimentação. Caso situações dessa natureza sejam constatadas, as empresas terão suas atividades paralisadas até que se resolva o impasse.

“Usuários do transporte público de São Luís, reconhecemos o quanto uma greve no sistema nesse momento, seria prejudicial. Nessa luta por melhores condições de trabalho, contamos com o apoio e a compreensão de todos vocês. Nossa intenção, nunca foi causar qualquer tipo de confusão na cidade. E mesmo, diante do descaso dos patrões, estamos sendo sensíveis ao momento que estamos enfrentando e suspendendo a greve, para que todos nós, possamos superar essa pandemia provocada pela Covid 19”, afirma Marcelo Brito.

A paralisação dos rodoviários havia sido confirmada nessa quinta-feira (11), após uma reunião entre o Sindicato e os empresários, que terminou sem acordo entre as partes.

Na ocasião, o sindicado afirmou que não foi apresentada uma contraproposta que beneficiasse os rodoviários.

“O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informa que, durante o encontro realizado na tarde desta quinta-feira (11), os empresários não apresentaram nenhuma contraproposta que pudesse atender as reivindicações dos trabalhadores. Na oportunidade, os patrões pediram que a paralisação fosse suspensa, mas diante da falta de entendimento e desinteresse dos empresários em negociar as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, a greve dos ônibus em São Luís, está mantida para a próxima segunda-feira (15)”, disse a categoria, por meio de nota.

Mas, diante das medidas para conter o avanço da pandemia, a categoria resolveu esperar.

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