Operação

Polícia Federal desarticula grupo que praticava extorsão a prefeito no Maranhão

Investigados exigiam pagamento de parte dos recursos públicos federais destinados ao município.
Imirante.com, com informações da Polícia Federal03/12/2020 às 09h12
Polícia Federal desarticula grupo que praticava extorsão a prefeito no MaranhãoCerca de 40 policiais federais dão cumprimento às ordens judiciais em quatro cidades do Maranhão. (Foto: Divulgação/PF)

SÃO LUÍS - A Polícia Federal do Maranhão deflagrou na manhã desta quinta-feira (3), a Operação “Ágio Final”, com o objetivo de desarticular associação criminosa que praticava extorsão a um prefeito de município do Estado. A assessoria de Comunicação da PF não revelou o nome do prefeito alvo dos criminosos, nem especificou o município.

A investigação teve início a partir de denúncia apresentada pelo gestor municipal à Procuradoria da República no Maranhão informando diversas ameaças sofridas ao longo de 2020. Em atuação conjunta com a Procuradoria da República, a Polícia Federal identificou um grupo criminoso que exigia pagamento de parte dos recursos públicos federais destinados ao município, sob o pretexto de ter influído na destinação das verbas.

As extorsões eram realizadas de forma ostensiva, com episódios de invasão a residência do gestor e intermediação com terceiros, de modo a conferir maior pressão para o pagamento dos valores exigidos.

Em decorrência de representação apresentada pela Polícia Federal, o Juízo da 1ª Vara Federal Criminal expediu três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, além da autorização de afastamento do sigilo de dados telefônicos dos investigados.

Cerca de 40 policiais federais dão cumprimento às ordens judiciais em quatro cidades do Maranhão (São Luís, São José do Ribamar, Itapecuru-Mirim e Pindaré-Mirim).

Se confirmadas as suspeitas, os investigados responderão pelos crimes de extorsão qualificada (Art. 158, §1° do CP), estelionato majorado (Art. 171, §3° do CP) e associação criminosa (Art. 288 do CPB), que somadas as penas podem chegar até dezoito anos de reclusão mais multa.

A operação foi denominada “Ágio Final” em razão do valor exigido pela associação criminosa.

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