Em São Luís

Polícia confirma que veículos não colidiram durante o assassinato de Diogo Costa

A reconstituição do crime foi realizada na manhã desta segunda-feira (29).
Imirante.com29/06/2020 às 15h17
A previsão é que a conclusão do inquérito seja feita em até dez dias. Foto: Paulo Soares/O Estado MA

SÃO LUÍS - A reconstituição do assassinato do publicitário Diogo Costa foi realizada na manhã desta segunda-feira (29) pela Polícia Civil. Agentes que trabalharam na remontagem do crime constataram que não houve colisão entre os automóveis no caso ocorrido no dia 16 de junho, na região da Lagoa da Jansen, em São Luís.

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Por meio de imagens de videomonitoramento, depoimentos de testemunhas e da confissão de Raimundo Cláudio Diniz, de 43 anos, o trabalho foi realizado para estudar a dinâmica do assassinato. Raimundo foi preso na última sexta-feira (26) após se apresentar na delegacia como autor do crime. A operação foi feita na rua Frei Antônio, na Ponta d'Areia e começou às 11h17, aproximadamente na mesma hora em que o caso ocorreu.

Equipes do Instituto de Criminalística (Icrim) e da Superintendência de Homicídios da capital estiveram no local e durante a ação, Robson Mourão, diretor do Icrim, explicou a necessidade do procedimento. "A reprodução simulada é um exame de alta complexidade. As versões podem ser modificadas com o passar do tempo. Mas a resolução científica não pode ser alterada.", comentou.

De acordo com os agentes que trabalharam na reconstituição, no primeiro momento não houve colisão entre os veículos. Segundo os especialistas, essa descoberta é de alta relevância. A suposta agressão por parte de Diogo Costa também será investigada.

A previsão é que a conclusão do inquérito seja feita em até dez dias. Após o término das análises, será publicado um veredito.

O acusado Raimundo Cláudio Diniz, de 43 anos, participou da reconstituição. Foto: Paulo Soares/O Estado MA

Adulteração da placa do automóvel

Após se entregar como autor do crime, Raimundo Cláudio Diniz confessou para o seu advogado que teve participação no roubo do carro, mas que não trabalhou na adulteração da placa do automóvel. De acordo com o acusado, ele conhecia os parceiros no crime há pouco tempo e relatou que o revólver usado no assassinato pertencia a um dos dois outros envolvidos.

A polícia não conseguiu localizar a arma do crime. Uma investigação será direcionada para saber se as outras duas pessoas mencionadas por Raimundo tiveram participação no caso. Atualmente, nenhum mandado de prisão foi expedido contra elas.

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