Em São Luís

Acusado de matar ex-companheira a facadas é condenado a 18 anos de prisão

O homem foi condenado por matar a ex-companheira, Simone Regis Sales Nogueira, a golpes de faca.
Imirante.com, com informações da CGJ-MA19/12/2019 às 15h51
Após matar a ex-mulher, Júlio César dos Santos Arouche tentou se matar com um corte no pescoço. / Foto: Divulgação.

SÃO LUÍS – Nesta quinta-feira (19), o 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou Júlio César dos Santos Arouche, 48 anos, a 18 anos e 5 meses de reclusão. O homem foi condenado por matar a ex-companheira, Simone Regis Sales Nogueira, a golpes de faca.

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O crime aconteceu no dia 8 de dezembro de 2017, por volta das 19h40, em via pública, no bairro Liberdade, em São luís. Consta no inquérito policial que Júlio César não aceitava o fim do relacionamento e, por isso, decidiu tira a vida de Simone Regis. O julgamento ocorreu nesta quinta, no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau).

Na avaliação dos jurados, o crime foi classificado como sendo por motivo torpe e feminicídio. O juiz Gilberto de Moura Lima, que presidiu a sessão de júri, manteve a prisão do acusado que está preso desde a data do crime. Após o julgamento, encerrado às 12h40, o réu foi encaminhado para a Penitenciária de Pedrinhas, onde permanecerá preso.

Na sentença, o magistrado afirma que a culpabilidade do acusado é gravíssima, considerando que ele agiu com premeditação e excessiva violência, desferindo cerca de 16 golpes de faca na ex-companheira.

Simone Regis Sales Nogueira foi assassinada com cerca de 16 facadas. / Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal.

“Na noite do crime, tomado por excessivo ciúme, por ter visto a vítima, com que tivera um relacionamento amoroso, chegar na casa dela acompanhada de um homem e, posteriormente ter saído em direção a um bar para comprar cerveja, o acusado saiu de casa para, em seguida, encontrar com a vítima e desferir-lhe os golpes fatais”, consta na sentença.

Atuaram na acusação o promotor de Justiça Rodolfo Reis e na defesa o defensor público Pablo Camarço. Júlio César dos Santos Arouche, em seu interrogatório durante o julgamento, confessou a autoria do crime.

O Ministério Público Estadual denunciou Júlio César dos Santos Arouche pelo crime previsto no art.121, § 2º, incisos II e VI (feminicídio), c/c o § 2º-A, inciso I do Código Penal. Conforme a denúncia do órgão ministerial, no dia do crime o denunciado foi até um bar onde a vítima fora comprar cerveja e quando a mulher saia foi atacada pelo acusado,
sendo socorrida e morreu no hospital.

Segundo o policial militar que atendeu a ocorrência, ao chegar no local do crime o acusado estava sentado ao lado do corpo da vítima, com a faca ao seu lado. Ele foi preso em flagrante. Segundo a polícia, o denunciado estava alcoolizado.

Conforme uma irmã da vítima, ouvida como testemunha, quando populares se aproximaram do acusado que estava esfaqueando a ex-companheira, viram Júlio César dos Santos dando golpe nele mesmo e na vítima.

Disse que o réu perseguia a mulher diariamente por não aceitar o fim do relacionamento, e, que Simone Regis Sales não queria mais sair para trabalhar por medo do acusado. A vítima tinha uma filha de sete anos, de relacionamento anterior.

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