Decisão

Delegado Thiago Bardal é expulso da Polícia Civil

A decisão foi tomada após Thiago Bardal responder um processo administrativo que finalizou com a perda do cargo.
Imirante.com26/04/2019 às 13h22
Delegado Thiago Bardal é expulso da Polícia CivilEx-superintendente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Tiago Bardal. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – O ex-superintendente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Thiago Bardal, foi expulso do quadro da Polícia Civil do Maranhão. A decisão foi tomada após ele responder um processo administrativo que finalizou com a perda do cargo.

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Tiago Bardal foi preso em fevereiro de 2018 por suspeita de envolvimento com uma quadrilha de contrabandistas que atuava em São Luís.

O ex-superintendente da Seic ganhou a liberdade após três meses para que pudesse responder em liberdade, mas voltou a ser preso no mês de novembro juntamente com outros suspeitos investigados pela Polícia Civil.

Primeira prisão:

Uma operação da Polícia Militar, realizada na noite do dia 21 de fevereiro de 2018, desarticulou uma organização especializada em contrabando de mercadorias. O ponto base desse bando criminoso era um sítio no povoado Arraial, no bairro do Quebra-Pote, onde havia até mesmo um porto clandestino.

Ainda durante esse cerco policial, foram apreendidos veículos, armas, munição, dinheiro e uma carga de uísque e cigarros contrabandeados. Policiais militares, empresários e políticos foram presos.

As investigações pontaram Thiago Bardal como um dos líderes desse bando, e ele acabou sendo preso no dia 2 de março deste ano por meio de determinação judicial. Bardal também foi denunciado por peculato e prevaricação.

Thiago Bardal ficou preso em uma das celas do presídio destinado a policiais civis, anexo da delegacia da Cidade Operária, e foi solto no dia 24 de maio, após o pagamento de fiança no valor de R$ 30 mil.

Segunda prisão:

Já no dia 28 de novembro, o delegado afastado e ex-superintendente de investigações criminais Thiago Bardal foi preso suspeito de envolvimento com uma quadrilha especializada em assaltos a bancos na região Tocantina, no Maranhão.

Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra Bardal e o investigador João Batista de Sousa Marques, em São Luís. Além deles, foram presos mais dois advogados, Werther Ferraz Júnior e Ary Cortez Prado Júnior, suspeitos de envolvimento no esquema, na cidade de Imperatriz. As investigações apontam recebimento de propina de quadrilhas que assaltavam bancos no Estado. O valor era de aproximadamente R$ 100 mil por assalto.

Na época, Thiago Bardal foi encaminhado para a sede da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Secor), em São Luís.

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