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Histórias cruzadas de candidatos com o Enem

Participante relata como o exame transformou sonhos em realidade.
Publipost23/01/2019 às 15h00
Histórias cruzadas de candidatos com o EnemFoto: divulgação

SÃO LUÍS - Considerado o maior vestibular do Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é de fato um processo seletivo para as Instituições de Ensino Superior nacionais, mas a nota alcançada nas quatro área de conhecimento – e, principalmente, na redação – abre um leque de possibilidades para os participantes. Na última edição, realizada em 2018, foram mais de 5,5 milhões de estudantes inscritos nas cinco regiões do país: Centro-Oeste (8,5% dos participantes), Nordeste (32,8%), Norte (11,2%), Sudeste (36,6%) e Sul (11,0%).

Em 2019, a primeira das possibilidades de acesso ao ensino superior é o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) que está com inscrições abertas para 235 mil vagas de graduação desde ontem (22) às 23h59 até sexta-feira (25). Os aprovados serão conhecidos na próxima segunda-feira (28). A seleção foi lançada em 2009 com apenas 51 IES participantes e 47 mil vagas ofertadas.

A segunda chance é o Programa Universidade para Todos (Prouni), com inscrições previstas entre 29 de janeiro e 1º de fevereiro, em bolsas de estudo integrais e parciais. O programa foi o primeiro a integrar a política de acesso ao ensino superior do Governo Federal e adotar a nota do Enem entre os critérios de seleção, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A inscrição em ambos os programas se tornou uma possibilidade real para Roberto Paim ao final de 2011, quando participou do Enem pela primeira vez, ainda aos 17 anos. “A primeira vez, fui com aquele pensamento de iniciante de ‘ah, vou fazer só para experimentar mesmo’, mas com uma baita ansiedade porque, no fundo, eu queria muito fazer uma graduação assim que terminasse o Ensino Médio”, relembra. Ao ver que, com a pontuação, poderia se inscrever tanto no SiSU quanto no Prouni, Paim deu mais um passo à frente e foi aprovado em três graduações: Ciências Sociais, Administração e Jornalismo.

Hoje, aos 27 anos, o jornalista atua na sua área de formação e conta que não teve referências de pessoas que se dedicaram aos estudos na família. Por este motivo, destaca a importância do exame para mudar a perspectiva. “Eu achava que, depois do Ensino Médio, eu trabalharia no comércio da minha cidade. Por conta do Enem, eu passei de um jovem sem muitas perspectivas para alguém que poderia ser o que quisesse. E hoje estou formado, tenho um emprego fixo e mantenho o pensamento de seguir estudando ainda mais”, comenta.

Participações no Enem

Durante o período da escola, o tempo era dividido entre os estudos e o trabalho para ajudar nas finanças da casa. “Eu tinha que prestar muita atenção nas aulas. Também sempre gostei de ler muito, então acho que a leitura me ajudou bastante mesmo – minha primeira nota na redação foi 920 pontos”, relembra orgulhoso.

Exceto em 2015 e 2017, Paim confirmou participação em todas as edições desde 2011 para testar os conhecimentos. Em 2016, a boa nota garantiu não só a aprovação em Letras Vernáculas na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas também o alcance do sonho de estudar em uma instituição de ensino federal.

Ao avaliar a trajetória e a importância de dar o primeiro passo em busca dos sonhos, Roberto é enfático: “o Enem realmente mudou a minha vida. Hoje eu sou um profissional, trabalho com o que eu me preparei por quatro anos na faculdade. Por ser jornalista, ajudo outras pessoas através de histórias reais que conto nas matérias que escrevo. Sem o exame, eu não poderia tentar o Prouni, que me ajudou a custear os meus estudos”.

Enem x Fies x graduação em Portugal

O acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também é possível por meio do exame, desde que o participante alcance, no mínimo, 450 pontos nas provas e não tenha zerado a redação. Além disso, desde 2014 estudantes podem usar a nota do Enem para se candidatar a graduações em 37 universidades de Portugal. Segundo o Ministério da Educação, quase dois mil estudantes já foram beneficiados com o convênio firmado entre os dois países.

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