Situação de abandono

Moradores da Janaína protestam contra série de problemas na comunidade

População afirma que a Prefeitura de São Luís abandonou o bairro.
Liliane Cutrim/Imirante.com*13/03/2018 às 16h30
Na avenida José de Ribamar Oliveira tem diversas crateras que prejudicam o tráfego. / Foto: Alessandra Rodrigues/Mirante AM.

SÃO LUÍS – Moradores da Vila Janaína, em São Luís, estão há dois realizando um protesto contra a situação de abandono em que se encontra o bairro, que fica nas proximidades da Cidade Operária.

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Os moradores iniciaram o protesto na manhã dessa segunda-feira (12), bloqueando a rotatória da Uema e impedindo os ônibus do bairro de saírem do ponto final. Já nesta terça (13), os manifestantes bloquearam a avenida José de Ribamar Oliveira, onde fica o ponto final da linha dos ônibus Janaína, sendo que os coletivos só passaram a circular depois das 16h.

Segundo o líder da Associação de Moradores, João Mendes, o bairro está em completo estado de abandono, o que causa constrangimento para a população.

“Paramos o transporte até às 16h de hoje, porque aqui a situação é constrangedora para toda a comunidade, aonde o poder público nos esqueceu. Nós estamos na Janaína com 43 ruas, onde 36 estão no buraco. No mês passado o secretário de obras Antônio Araújo veio aqui, a mando do prefeito, e conversou com a comunidade. Ele disse que ia fazer um paliativo na malha viária em que o ônibus circula, para melhorar o tráfego. Mas nada foi feito e hoje se encontra em caso de abandono. Estamos esquecidos e pedimos socorro ao poder público”, declara o líder comunitário.

Moradores afirma que estão "esquecidos pelo poder público". / Foto: Alessandra Rodrigues/Mirante AM.

João Mendes afirma que a população também reclama do lixo e do mato que tomam conta de várias ruas do bairro. “O secretário Antônio Araújo também prometeu que esse lixo seria removido, mas ninguém veio fazer o serviço”, ressalta.

Outro problema citado pelos moradores é a falta de iluminação pública adequada em várias ruas, o que facilita a ação de assaltantes. Além desses problemas, a comunidade reclama ainda da situação de precariedade da escola de Ensino Fundamental Roseno de Jesus Mendes e do seu anexo.

“Em 2017 tivemos oito reuniões com o secretário de Educação, Moacir Feitosa, para que desse um jeito na educação da nossa comunidade. Ele fez um paliativo na escola só nos muros e portão, mas o local continua com janelas e portas quebradas. Tem um anexo com a estrutura muito ruim também, não tem forro, não tem porta nos fundos, entre outros problemas”.

A liderança do bairro afirma, também, que a Prefeitura paga um aluguel de R$ 3 mil por um prédio sem condições de funcionamento, enquanto que a Igreja Católica do bairro cedeu um espaço para abrigar a escola.

Ouça, na reportagem de Alessandra Rodrigues da rádio Mirante AM, mais detalhes sobre o caso:

Por meio de nota, a Prefeitura de São Luís afirmou que:

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informa que vai encaminhar equipe para avaliar as condições das vias no bairro, afim de que sejam incluídas no cronograma de serviços de requalificação asfáltica, que está em andamento. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informa que está realizando obra de reforma escola de Ensino Fundamental Roseno de Jesus Mendes, e que o anexo da unidade já está incluso na programação de reforma. A Semed comunica que todo aluguel é feito pela Secretaria tem como base a avaliação do setor de Engenharia, a partir de dados do setor imobiliário e que está aberta ao diálogo com Igreja católica para tratar questões de aluguel.

*Com informações da Mirante AM.

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