Retrospectiva 2016

Em setembro, ataques deixaram São Luís em pânico

O terror começou no dia 12, quando um ônibus foi incendiado.
Neto Cordeiro/Imirante.com30/09/2016 às 23h01

SÃO LUÍS – Uma onda de ataques a ônibus e outros veículos, além de prédios públicos, deixou em pânico a população da capital maranhense no mês de setembro. Registros de incêndios criminosos, também, assustaram moradores de outros municípios do Estado.

No Maranhão

O terror começou no dia 12, quando um ônibus da linha Caratatiua/Deodoro foi incendiado na avenida Kennedy por quatro suspeitos. O motorista do coletivo, Edvaldo Pinheiro Santos, machucou a perna quando tentava sair do ônibus. A cobradora, Benedita dos Santos Almeida, teve queimaduras de 1º e 2º grau. Um passageiro, também, foi lesionado pelo fogo. Porém, aquele era só o início de um período de terror. Depois de uma rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no dia 24, bandidos atearam fogo em ônibus no Coroadinho e no Tibiri e tiveram uma ação frustada no Bairro de Fátima, no dia 27.

Ônibus queimado em bairro de São Luís. Foto: Flora Dolores/O Estado.

Diante dos ataques, que só aumentaram até o último dia do mês, as empresas de transporte público de São Luís se viram obrigadas a reduzir a frota ou retirá-la, totalmente, de circulação por determinadas horas, em especial, à noite. Um verdadeiro “toque de recolher” para rodoviários e usuários.

As eleições municipais, também, foram ameaçadas, já que locais que funcionam como zonas eleitorais foram atacados em São Luís e na Região Metropolitana. Assim, escolas acabaram sendo destruídas por criminosos que ateavam fogo. Foram registrados casos de incêndios em veículos na capital e em cidades como Imperatriz, Morros e Rosário. Na tentativa de combater a criminalidade às vésperas das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o envio de tropas federais para São Luís. Mais de 40 municípios maranhenses, também, receberam reforço na segurança.

Escola atacada no bairro do Sacavém. Foto: Flora Dolores/O Estado.

No interior do Estado, vários candidatos foram vítimas de tentativas de homicídios. O candidato a vereador de Cidelândia Paulo Cezar Miranda de Oliveira foi encontrado morto dentro do próprio veículo.

O mês que antecedeu as eleições municipais foi marcado por polêmicas, como o caso do major que disse ter sido preso, em Imperatriz, por apoiar um candidato a prefeito que fazia oposição ao governo. O último dia do mês de setembro, ainda, foi marcado pelo debate da TV Mirante com os candidatos a prefeito de São Luís, do primeiro turno. Eles, ainda, foram entrevistados pelo Imirante.com.

Ainda no cenário político, o médico Thiago Augusto Azevedo Maranhão Cardoso, filho do deputado federal Waldir Maranhão (PP), devolveu R$ 235 mil ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) após denúncia de receber salário pelo órgão sem trabalhar. A esposa de Maranhão, também, apareceu envolvida em escândalo. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a quebra de sigilo bancário da mulher do parlamentar. O inquérito apura indícios de recebimento de vantagens indevidas, por suposta atuação em prefeituras envolvidas em investimentos fraudulentos.

No Brasil

Eduardo Cunha teve o mandato cassado no dia 12 de setembro. Foto: Reprodução.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 12, por 450 a favor, 10 contra e 9 abstenções a cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha. Os deputados aprovaram o parecer do Conselho de Ética que pediu a cassação do mandato de Cunha por ele ter mentido durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras sobre ter contas secretas na Suíça que teriam recebido dinheiro do esquema de pagamento de propina envolvendo a Petrobras e investigado na operação Lava Jato. A maioria da bancada maranhense, composta por 18 deputados, votou pela cassação dele.

Os brasileiros enfrentaram transtornos diante da greve dos bancários iniciada no dia 19 de setembro e encerrada um mês depois. Entre as várias exigências, a categoria pediu reajuste salarial.

A Defesa de Dilma pediu a anulação do impeachment no STF, um dia depois de sua queda da presidência. Ela foi destituída do cargo no dia 31 de agosto. A defesa da ex-presidente entrou com nova ação, no Supremo, no último dia do mês, questionando o impeachment. Após o afastamento definitivo de Dilma, manifestantes protestaram contra o presidente Michel Temer no país.

No mundo

O impeachment de Dilma Rousseff dividiu opiniões na América Latina. A situação deixou em evidência a crise que se instalou no Mercosul.

Morreu, na madrugada de 28 de setembro, aos 93 anos, Shimon Peres, ex-presidente israelense que ganhou um Prêmio Nobel por seus esforços para selar a paz com os palestinos. A condição de Peres piorou na sequência de um acidente vascular cerebral.

Nos Estados Unidos, o assunto era a corrida presidencial mercada por troca de acusações e ironias entre os candidatos Hillary Clinton, do Partido Democrata, e Donald Trump, do Partido Republicano.

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