Maranhão

Mãe luta há meses por cirurgia para filho internado em São Luís

“Vão sempre encaminhar para outro Estado?", questiona Rosilene Azevedo.
Neto Cordeiro/Imirante.com14/07/2015 às 10h15
Foto: Neto Cordeiro/Imirante.com.

SÃO LUÍS – Mais um caso de falta de estrutura aponta a ineficiência do governo do Estado quando o assunto é saúde. “Vão sempre encaminhar para outro Estado quando podem resolver aqui?”, questiona uma mãe que luta para que o filho, que sofre de Atresia de Coanas Bilateral, receba o tratamento adequado.

Rosilene dos Santos Azevedo, de 19 anos, partiu do município de Humberto de Campos com o filho Eduardo, desde que ele nasceu, há pouco mais de dois meses. O bebê, segundo a mãe, ficava roxo quando era amamentado.

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Com insuficiência respiratória, o pequeno Eduardo acabou sendo encaminhado para Barreirinhas, onde foi diagnosticado o problema. Ele nasceu com uma falha na cavidade nasal, que dificulta a respiração.

Vão sempre encaminhar para outro Estado quando podem resolver aqui?Rosilene Azevedo, mãe
De lá, ele foi transferido para o Hospital Infantil Dr. Juvêncio Matos, em São Luís, onde também, não pôde realizar a cirurgia de correção. Eles, então, aguardam um encaminhamento para um hospital em São Paulo. De acordo com a mãe, foi alegado que não é possível realizar a cirurgia no Maranhão devido à falta de material. A Secretária de Estado da Saúde (SES) informou que, no Estado, o procedimento não é realizado na rede pública, nem na privada.

Veja também: Bebê internado em hospital de São Paulo não resiste

Leia a nota da Secretaria na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o bebê Eduardo Azevedo encontra-se internado no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Matos há dois meses. Ele deu entrada em estado grave, mas durante este período recebeu todo o atendimento necessário e o quadro de saúde foi estabilizado. A criança é portadora de Atresia de Coanas Bilateral, que se caracteriza por uma falha no desenvolvimento da comunicação da cavidade nasal posterior para a na sofaringe e causa problemas respiratórios. A incidência é de 1 para 5 a 7 mil nascidos vivos.

A cirurgia para correção dessa falha não é realizada em nenhum hospital do Maranhão, nem da rede pública nem da privada, sendo necessário, dessa forma, a transferência para o Hospital das Clínicas em São Paulo, referência neste tipo de tratamento. O setor de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da SES já solicitou o agendamento da cirurgia no hospital paulista e aguarda, até o fim da semana, uma resposta com a confirmação da data de transferência. A UTI Aérea já foi solicitada para a transferência e a equipe médica maranhense aguarda somente a liberação da data da viagem ser liberada.

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