Caso Brunno Matos

Caso Brunno Matos: vigia mantém primeira versão em reconstituição

Trabalho ocorreu na madrugada e pode esclarecer contradições do inquérito.
Imirante.com, com informações da TV Mirante e Mirante AM19/11/2014 às 06h21
Reconstituição do Caso Brunno Matos. Foto: Divulgação.

SÃO LUÍS – Foi realizada na madrugada desta quarta-feira (19), a reconstituição do crime que resultou no assassinato do advogado Brunno Eduardo Matos Soares e na tentativa de homicídio contra Alexandre Matos Soares e Kelvin Kim Shiyangue, acontecida no dia 6 de outubro, após a festa de comemoração da vitória do senador eleito Roberto Rocha, no bairro do Olho-d’Água, em São Luís. As atividades tiveram início às 3h e contam com a participação de acusados, das outras duas vítimas, técnicos do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim), policiais militares e equipes da Delegacia de Homicídios e do Habitacional Turu – ouça as informações no boletim do repórter Élbio Carvalho, da TV Mirante, para a Rádio Mirante AM.

Alexandre (de vermelho) e Kelvin (azul) acompanham a reconstituição. Foto: Divulgação.

Para o Icrim, o trabalho é fundamental para entender todo o desenvolvimento do crime. Na primeira fase da reconstituição, Alexandre Soares contou, de forma detalhada, o que aconteceu na frente da rua dos Magistrados. Carlos Humberto Marão, um dos indiciados pelo crime, e que negou participação no crime, detalhou todo o posicionamento dos automóveis na madrugada do dia 6 de outubro. Em seguida, o vigia João José Gomes, que havia assumido a autoria do crime, prestou seu relato e manteve a versão que ele teria desferido os golpes – o que pode esclarecer algumas contradições do inquérito. Kelvin Shiyangue, uma das vítimas, e outra testemunha, também, foram ouvidas. Diego Polary, outro indiciado, também, foi ouvido.

Em entrevista à Rádio Mirante AM, o diretor do Icrim, Carlos Henrique Roxo, disse que Carlos Humberto Marão é apontado, por todos os envolvidos, como o pivô de toda a ação. "O Marão fala que quatro pessoas partiram para cima dele, e essas pessoas já começaram a agredir. Daí, começou uma briga. Nessa briga, ele caiu, percebeu quando tinha o Brunno já no chão, mas não sabe por que motivo, e já percebeu o Kelvin com uma faca nas costas dizendo 'estou lesionado', e viu o vigia fugindo, dizendo 'eu matei uma pessoa", afirmou ouça a entrevista com o diretor do Icrim, Carlos Henrique Roxo.

Diego Polary presta informações à Polícia Civil. Foto: Divulgação.

O laudo, de acordo com o diretor do Icrim, ainda, não tem data definida para ser concluído. Às 16h, uma reunião irá definir os rumos da investigação. As informações colhidas nesta quarta-feira serão encaminhadas pela Policia Civl à Justiça.

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