Caso Brunno Matos

Delegado afirma que caso Brunno está quase finalizado

Comissão decidirá, nesta quarta-feira (12), a data para a reconstituição do crime.
Imirante.com, com informações da Mirante AM11/11/2014 às 17h57

SÃO LUÍS – Nesta terça-feira (11), foi realizado, na Delegacia de Homicídios, um auto de reconhecimento para tentar esclarecer quem o assassinato do advogado Brunno Eduardo Matos Soares e da tentativa de homicídio contra Alexandre Matos Soares e Kelvin Kim Shiyangue, no dia 6 de outubro, após a festa de comemoração da vitória de Roberto Rocha ao senado.

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Diego Polary, acusado por Kelvin e Alexandre como autor das facadas, apontou outro vigia do bairro como estando presente no dia da confusão e que, por eles serem fisicamente parecidos, as vítimas teriam se confundido. No entanto, segundo o subdelegado de Polícia Civil, delegado Augusto Barros, Kelvin e Alexandre não reconheceram o vigia como estando na cena do crime.

“Isso é mais uma diligência desenvolvida pela comissão pra tentar fechar todo e qualquer ponto obscuro, no que diz respeito à dinâmica do crime. Então, todas as pessoas que podem ter estado no local, eventualmente, estão sendo ouvidas. Sendo levadas ao reconhecimento de pessoa, para que a gente possa ter a maior aproximação possível do que, de fato, aconteceu no dia do crime”, explicou o delegado.

Augusto Barros informou que, nesta quarta-feira (12), os delegados que estão à frente do caso vão se reunir com o Instituto de Criminalística, onde vão decidir uma data para fazer a reconstituição do crime, para que o inquérito seja concluído.

“Vamos fechar a data e horário da reprodução simulada dos fatos, conhecida como reconstituição. Vamos fazer a reprodução no mesmo horário de ocorrência do crime, ou seja, 5h da manhã, para que possamos ter noção de luminosidade. O objetivo é tentar identificar o que exatamente aconteceu, quem participou”, disse.

Segundo o Delegado, além da simulação do crime, a polícia aguarda alguns laudos periciais para fechar o caso.

“A comissão vai se reunir para elaborar o relatório, que já foi até iniciado. Nós já temos uma visão bastante clara do que pode ter acontecido. Alguns fatos já chamam a atenção, como a participação do vigilante (João José Nascimento Gomes), que no último depoimento assumiu ter dado a facada nas costas do Kelvin, e reconheceu que a arma do crime era sua. No entanto, ele nega ser o autor das lesões do Bruno e Alexandre. Com a reprodução podemos confirmar ou não esses fatos”, afirmou Augusto Barros.

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