Clima

Meteorologia prevê mais chuvas nos próximos dias

As chuvas de março estão abaixo do esperado, diz núcleo.
O Estado12/03/2014 às 10h46

SÃO LUÍS - As chuvas que têm caído em São Luís nos últimos dias estão bem abaixo da previsão para o mês de março. Segundo dados do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), até então, tem chovido uma média de 72 milímetros por dia, quando o esperado são 420 milímetros. Contudo, conforme explicou o meteorologista Gunter Reschke, para os próximos três dias está previsto um aumento das chuvas no setor norte e noroeste do estado, onde está localizada a Ilha de São Luís. Para a Defesa Civil Municipal, o índice pluviométrico tem favorecido o baixo índice de ocorrências em áreas de riscos.

Este ano, por enquanto, só foram registrados alguns poucos alagamentos, inundações e tombamentos de árvores. "Nesse começo de ano, ainda, não tivemos fortes chuvas e com isso as encostas permanecem secas e não desestabilizaram. Se continuar chovendo dentro da normalidade, não devemos ter problemas, apenas se ocorrer alguma situação súbita", disse a superintendente Elitânia Barros.

Risco

São Luís tem 66 áreas consideradas prioritárias. Dessas, 16 são consideradas de alto risco. Para agilizar o serviço nessas regiões, a Defesa Civil definiu estratégias para agilizar as ações em áreas de risco durante este ano. O monitoramento, por exemplo, será feito por meio de pluviômetros semiautomáticos, que serão instalados em pontos estratégicos e possibilitarão o acesso mais rápido a informações sobre as chuvas. Os equipamentos, disponibilizados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), serão instalados em sete comunidades, em áreas de risco de São Luís: São Raimundo, Anil, Vila Lobão, Coroadinho, Bacanga, Vila Embratel e Salinas do Sacavém.

Além dos pluviômetros, foram criados núcleos comunitários, cujos participantes receberam treinamento sobre como proceder em casos de risco. Os núcleos são formados por membros da comunidade e têm contato direto com a Defesa Civil Municipal e, além da comunicação sobre as condições climáticas, auxiliam no trabalho da Defesa Civil, como no uso de rotas de fuga em casos de desastres.

O trabalho de mapeamento das áreas de risco foi iniciado e coordenado pela Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), ainda no ano passado, e reúne vários órgãos da administração municipal. O monitoramento terá mais agilidade com o convênio feito pelo município com o Governo Federal para a instalação de pluviômetros automáticos. Os equipamentos possibilitarão informações em tempo real sobre precipitações e pontos chuvosos reduzindo o tempo de resposta da Defesa Civil.

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