Maranhão

Gasmar inicia operação comercial em março deste ano

27/01/2013 às 06h22

SÃO LUÍS - Uma década depois de criada, a Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) inicia, este ano, a sua primeira operação comercial de distribuição de gás no Maranhão. A operação tem data prevista para iniciar a partir do dia 1º de março na cidade de Santo Antônio dos Lopes para atender à demanda da termelétrica UTE Parnaíba.

A Gasmar assinou, no dia 17 de dezembro do ano passado, um contrato de operação e manutenção de sistema de distribuição de gás natural com a UTE Parnaíba Geração de Energia S.A. que tem capacidade inicial de geração de 675,20 MW. O contrato assinado tem vigência de 15 anos.

Para o secretário de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauricio Macedo, o início da operação comercial da Gasmar tem um significado muito forte na existência da companhia e do Maranhão. "É um momento em que a Gasmar, depois de um longo período desde a sua criação, começa a faturar. Ela deixa de ser uma empresa no papel e passa a se tornar uma empresa rentável, o que é um marco na história da companhia", diz Macedo.

O diretor presidente da Gasmar, Matias Frota, explica que a companhia fará a operação, manutenção e movimentação do gás natural no sistema de distribuição da UTE Parnaíba/MPX. Essa prestação de serviço fará com que a Gasmar entre em operação com um faturamento estimado de R$500.000,00/mês. Em razão do volume consumido a UTE Parnaíba é considerada consumidor livre e, neste caso, pode adquirir o energético diretamente da OGX Maranhão.

Matias Frota afirma que "com o término de sua fase pré-operacional, a Gasmar passará a faturar e não mais dependerá dos aportes dos sócios - o Governo do Estado, Gaspetro e Termogás - dessa forma poderá planejar melhor o seu desenvolvimento e investimentos para o futuro", afirma.

Criada em 2002 pela Lei Estadual nº 7.595, a Gasmar, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), tem por objeto a exploração, com exclusividade, dos serviços de distribuição e comercialização de gás canalizado no Maranhão. É uma sociedade de economia mista dotada de personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio e tem o Governo do Maranhão como acionista controlador. A companhia tem, ainda, como sócios a Petrobras Gás S.A - Gaspetro e a Termogás, grupo privado.

A descoberta de reserva de gás natural na porção Maranhense da Bacia do Parnaíba pela empresa OGX em 2010, propicia ao Maranhão o desenvolvimento de um novo setor na economia maranhense. A estimativa da área em exploração pela OGX é da ordem de 15 milhões de metros cúbicos por dia.

De acordo com Mauricio Macedo, a Gasmar negocia, ainda, a assinatura de outro contrato com o OGX Maranhão e Petra Energia para que parte do gás produzido na Bacia do Parnaíba seja também destinado ao consumo industrial.

"O Estado tem a preocupação de que este gás não seja destinado apenas para a geração de energia elétrica. Queremos utilizar parte deste gás para alavancar o processo de desenvolvimento do estado, incluindo a atração de novos investimentos que utilizam o insumo como fonte de energia térmica em múltiplos processos industriais como metalurgia, siderurgia, cerâmicas finas e outros", observa o secretário.

Termelétrica

No último fim de semana, a MPX iniciou a operação, em caráter de teste, da Usina Termelétrica Parnaíba I, instalada no município de Santo Antônio dos Lopes. A primeira turbina do empreendimento foi sincronizada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e atingiu, segundo a empresa, sua capacidade nominal, 169 MW.

A UTE Parnaíba I é composta por quatro turbinas à gás de 169 MW cada, totalizando uma capacidade instalada de 676 MW. Empreendimento pioneiro no estado, o Complexo Termelétrico Parnaíba que utiliza gás natural para a geração de energia.

A empresa tem já licenciados 3.722 MW e constrói no momento térmicas para gerar 1.369 MW, com previsão de entrar em operação total até o início de 2014. O gás é fornecido pela OGX Maranhão e Petra Energia. Cerca de 2.000 empregos diretos são gerados na implantação do empreendimento. A MPX já investiu R$ 1,2 bilhão na UTE Parnaíba, dos R$ 2,8 bilhões previstos para esta primeira fase.

Para o Maranhão, segundo Mauricio Macedo, a entrada em operação da termelétrica é motivo de celebração porque o Estado também só tem a ganhar. "O gás natural já é uma realidade hoje no Maranhão, consolidada já com o início da operação na UTE Parnaíba em Santo Antônio dos Lopes, uma mega usina, construída em tempo recorde", avalia.

Novos Blocos de exploração

O Maranhão possui atualmente 10 blocos licenciados na Bacia do Parnaíba, dos quais a OGX detém concessão sobre oito, um bloco da Petrobras e outro da BP, que deve começar a explorar em breve.

No próximo leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP), previsto para os dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro, serão leiloados contratos de concessão para exploração e produção de petróleo e gás natural em 172 blocos com risco exploratório, localizados em 17 setores de nove bacias sedimentares brasileiras: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Potiguar, Recôncavo e Sergipe-Alagoas.

Somente no Maranhão, consta na 11ª rodada de licitações, as bacias de Barreirinhas, Pará-Maranhão e Parnaíba. No território maranhense, a bacia marítima de Barreirinhas terá a maior área oferecida no leilão com 26 blocos no total, todos na costa maranhense.

A Bacia Pará-Maranhão vai ofertar seis blocos dos quais três são na costa Maranhense. Enquanto na Bacia do Paranaíba serão oferecidos 20 blocos, dos quais 10 estão total ou parcialmente em território maranhense.

Para o secretário Mauricio Macedo, as novas áreas de exploração na Bacia do Parnaíba ampliam as perspectivas de desenvolvimento para o estado. "O gás natural é um elemento bom para impulsionar a economia regional, possibilitando atrair novas empresas e a criação de mais empregos para os maranhenses. Portanto, este é um momento, digamos assim, de felicidade para o Maranhão", disse Mauricio Macedo.

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As informações são da Secom do governo do Estado.

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