Cultura

Museu de Alcântara festeja 34 anos de fundação

Acervo de 30 fotos do fotógrafo Albani Ramos foi doado ao museu.
08/11/2012 às 19h42

SÃO LUÍS - Uma vasta programação cultural marcou, nesta quinta-feira (8), as comemorações dos 34 anos de fundação do Museu Histórico de Alcântara. A secretária de Estado da Cultura, Olga Simão, representando a governadora Roseana Sarney, participou da abertura e das atividades festivas, que incluiu o lançamento de livro, exposição e apresentações artísticas.

Segundo Olga Simão, o aniversário de 34 anos do Museu Histórico de Alcântara teria que ser comemorado com uma programação especial, pela relevância que o órgão da Secretaria de Estado de Cultura (Secma) para a história e a cultura do Maranhão. Ela destacou a importância de aproximar, cada vez mais, o Estado dos municípios, em prol da cultura.

“Viemos participar com os moradores de Alcântara desta homenagem ao museu, que foi recuperado em 2010, proporcionando ao visitante comodidade e conhecimento da memória do estado. Por tanto não poderia deixar de vir e trazer o abraço e as felicitações da governadora Roseana Sarney”, afirmou a secretária da Cultura.

O prefeito de Alcântara, Raimundo Soares, presente a solenidade, falou dos valores culturais da cidade. A diretora do Museu Histórico de Alcântara, Lia Braga, agradeceu a presença das autoridades e conclamou a todos os maranhenses que conheçam o museu.

Presentes, também, o diretor do Teatro Arthur Azevedo, Roberto Brandão; o superintendente do Programa Mais Cultura e de Projetos de Interiorização Culturais da Secretaria de Estado de Cultura (Secma), Cláudio Pinheiro; entre outrras autoridades.

Programação

Logo à entrada do museus, quem chegava para participar da programação, presenciava apresentação do Grupo Instrumental de Metais Marabraz, da Escola de Música Lilah Lisboa, de São Luís, com recitais de músicas clássicas e contemporâneas. Uma exposição de fotografias “Alcântara Alma e História”, do fotógrafo Albani Ramos, que reúne 30 obras, deu início a abertura das comemorações teve início às 9h, com. A exposição é inédita e todo o acervo foi doado ao Museu de Alcântara.

Depois os convidados e a população puderam assistir parte da peça Contos Tradicionais Brasileiros ou Estórias dos Tempos da Janambura, dirigida e interpretada pelos atores Domingos Tourinho e Daniel Almeida. O espetáculo é uma grande contação de histórias, com narrativas infantis, entre elas cinco contos do folclorista adaptados para o teatro e duas lendas maranhenses que abrem e fecham a performance. Entre a historietas de Câmara Cascudo estão A onça e o bode, Cantiga de menina enterrada viva, O peixinho encantado e a lenda O touro Encantado, de Ferreira Gullar.

Ao final ocorreu o lançamento e autógrafos do livro “Alcântara Alma e História”,de Albani Ramos.Um ensaio fotográfico de Alcântara, com acompanhamento textual, onde o fotógrafoapresenta ruas, praças, igrejas e casarões. Com programação visual de alta qualidade, o livro foi elaborado pela Editora Geia para ser acessível a públicos diversos. “Sinto-me feliz por deixar esta marca para a cidade, pois ela precisava de um guia bonito em três línguas (português, francês e inglês), de muita qualidade”, destacou Albani.

Museu

A data de fundação do Museu Histórico de Alcântara é celebrada dia 28 de outubro, mas, por causa das eleições municipais, as comemorações foram transferidas para esta semana. Com um acervo que reúne mobílias, louçaria, objetos de adornos, ourivesaria e arte sacra dos séculos XVIII e XIX, o museu reproduz uma residência do tempo do Império; que chama atenção de turistas, moradores e crianças do município.

Criado em 1978, o Museu Histórico de Alcântara está instalado na Praça do Pelourinho, em um sobrado azulejado do século XIX. Mobiliários, louças, objetos de adornos, ourivesaria, artes sacras e louças recriam salas, quartos, cozinha, entre outras dependências de uma residência típica dos senhores do tempo do Império. É aberto à visitação pública, sem necessidade de agendamento prévio, exceto para instituições escolares e grupos especiais, e funciona de terça a domingo, das 9h às 14h.

Destaque para exemplares de imagens de santos elaboradas no Maranhão, nos séculos XVII e XIX, em tamanho médio e natural, e uma coleção de cabeças de imagens de roca esculpidas em madeira. Há vitrines com joias em ouro, prata e pedrarias, vindas de irmandades religiosas como as de São Benedito, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora do Livramento, entre outras. É enriquecido, ainda, por pinturas antigas sobre metal e madeira e uma coleção de imagens e objetos da Igreja do Carmo.

As informações são da Secom do Estado.

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