Ciro é campeão de gastos entre ex-ministros candidatos

G1 29/09/2006 às 10h02

RIO - Dos seis ex-ministros do governo Lula que disputam uma vaga na Câmara, Ciro Gomes (PSB) é o campeão de gastos de campanha. Com uma receita de R$ 1.109.300, o ex-comandante da Integração Nacional teve despesas de R$ 1.094.348,25 até sexta-feira passada, segundo seu site. A maior parte dos gastos foi com publicidade impressa, que consumiu R$ 290 mil.

Esta é a primeira vez que Ciro tenta conquistar um mandato no Legislativo federal - e a campanha milionária deverá fazer com que seja o deputado mais votado do Ceará. A expectativa é de conquistar 400 mil votos.

"Ciro é um nome nacional", argumenta Cid Gomes, irmão de Ciro e candidato do PSB ao governo do Ceará. "O Ciro e eu vamos ser puxadores de voto", aposta Eunício Guimarães (PMDB), que também tenta uma vaga na Câmara. Aliado de Ciro e candidato à reeleição, o peemedebista apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma receita de R$ 303 mil e gastos de R$ 299.541,76.

Além do gasto com material impresso, a campanha do ex-ministro da Integração Nacional já gastou R$ 200 mil com produção de jingles, vinhetas e slogans; cerca de R$ 160 mil com serviços prestados por terceiros e R$ 105 mil com publicações em jornais e revistas.

Com uma receita quase 50% maior do que a de Ciro, a campanha do ex-ministro e presidente do PT, Ricardo Berzoini, que busca a reeleição por São Paulo na Câmara, é mais modesta nas despesas. O ex-titular da Previdência e do Trabalho arrecadou R$ 1.458.440,10, mas até agora só gastou R$ 243.694,57.

O ex-todo poderoso ministro da Fazenda petista Antonio Palocci é outro que também apresenta gastos bem inferiores aos de seu ex-colega Ciro: arrecadou R$ 667.530,00, mas usou na campanha R$ 350.546,66 até agora, na disputa por uma cadeira por São Paulo.

Outro que busca voltar à Câmara na cota de São Paulo é o ex-ministro Aldo Rebelo (PC do B). Atual presidente da Câmara, ele arrecadou R$ 573.696,25 e gastou R$ 487.312,51. Já o ex-ministro da Saúde Saraiva Felipe, que concorre a uma vaga por Minas, apresentou ao TSE uma receita de R$ 458.800 e despesas de R$ 396.636,57.

Dólar na Cueca

Enquanto Ciro tem gastos milionários, dois candidatos do PT envolvidos em denúncias de corrupção, que também disputam uma vaga na Câmara pelo Ceará, apresentam despesas tímidas de campanha. Há mais de um ano, José Nobre Guimarães, irmão do ex-presidente do PT José Genoino, teve um assessor flagrado no aeroporto de São Paulo com US$ 100 mil na cueca. Deverá ser o deputado petista mais votado do Ceará. Ele apresentou uma receita de R$ 138.900 e um gasto de R$ 136.416,32.

José Airton Cirilo, acusado de ligação com a máfia das sanguessugas, que estaria com dificuldades maiores para se eleger, apresentou arrecadação de R$ 99.300,00 e despesas de R$ 102.099,29.

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