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Coluna PH

21/10/2021
Reunidos na abertura da mostra: Abraão Valinhas Jr., Cônsul Honorário de Portugal no Maranhão; Afonso Domingos Borges Ferreira; Luís Faro Ramos, Embaixador de Portugal no Brasil; e Francisco Rocha, filho de português

Jornais Centenários
Está aberta ao público a interessante mostra “Jornais Centenários do Brasil e Portugal: Um Legado Cultural”. Uma verdadeira viagem pela história dos países, reunindo dois séculos de história em 54 capas de jornais impressos, sendo 36 de Portugal e 18 do Brasil.
Fatos como a abolição da escravatura no Brasil, noticiada em 13 de maio de 1888 no jornal O Fluminense, entre muitos outros acontecimentos marcantes, podem ser conferidos na mostra até o dia 19 de novembro. De segunda a sexta, das 8h às 17h no Convento das Mercês, no Salão “Casa de Portugal”.
A solenidade de abertura que aconteceu no último sábado contou com a presença de Berta Nunes, Secretária de estado das Comunidades Portuguesas, que veio ao Brasil prestigiar o evento. Ela estava acompanhada do embaixador de Portugal no Brasil Luís Faro Ramos, e da Vice – Cônsul do Portugal em Belém Maria Fernanda Pinheiro, entre outras autoridades e assessores.
Trata-se da promoção conjunta da Associação Portuguesa de Imprensa; Associação de Imprensa de Pernambuco; Vice-Consulado de Portugal em Belém; Camões Portugal / Instituto da Cooperação e da Língua; Consulado Honorário de Portugal em São Luís e da Sociedade Humanitária 1º de Dezembro; com apoio do Conselho da Comunidade Luso Brasileira do Maranhão.
Essa exposição consolida a importância dos jornais impressos como alicerces da democracia e guardiões da história mundial. Eis um belo programa, especialmente para estudantes e jornalistas.

Confesso que vivi...
Neste ano da graça de 2021, a imprensa maranhense completa 200 anos e o jornal O Estado do Maranhão, completou 62 anos no dia 1º de maio, sendo que 14 anos como Jornal do Dia e 48 como O Estado do Maranhão, ambos editados pela Gráfica Escolar e Editora Jorbolso.
Em quase meio século de existência, já com o nome O Estado do Maranhão, o jornal reuniu nomes como Bandeira Tribuzi, que coordenou a direção editorial até seu falecimento em 8 de setembro de 1977, Luiz Carlos Bello Parga e Joaquim Itapary, que ficaram à frente do matutino após o falecimento do autor de “Pele e Osso”.
Durante sua trajetória, o jornal sempre foi pioneiro em inovações técnicas e culturais, sendo um dos primeiros desta região a utilizar o sistema de impressão em offset, um dos pioneiros do estado a ter um caderno explorando a arte e a cultura, e buscou sempre as novidades da informática, sendo um dos primeiros do Maranhão a informatizar seu sistema de composição, as redações, a editoração e todos os setores do jornal.
Tenho a glória de ter participado desde a primeira hora desse capítulo especial da história da nossa imprensa. E hoje festejo mais esta manhã em que tomo o primeiro café com o leitor, como tem acontecido há 52 anos, juntando minha passagem pelo Jornal do Dia, Jornal de Bolso e O Estado do Maranhão.
Será esta a última manhã perfeita para agradecer a essa senhora, a crônica, gênero fugaz pela própria natureza, mas que tem o berço dos quinhentistas portugueses como Diogo do Couto e Pero Vaz de Caminha. Senhora que passa por Machado de Assis, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, José Chagas, o velho Rubem Braga e Fernando Sabino – dois dos mais emblemáticos mestres dessa arte. Sabino, que recebi algumas vezes em São Luís, orgulhava-se de sua linhagem e defendia a descontraída senhora, que tanto pode ter a brevidade de história curta, como frequentar os mistérios do conto ou, modernamente, assumir exortações indignadas, como nosso duro – e às vezes repugnante – cotidiano de política não-civilizada.
Mas o que é mesmo a crônica? Um texto que deve ser leve, curto e solto, e que Sabino comparou com as doenças efêmeras – “se não é aguda, é crônica”…
Trata-se, sem dúvida, de um texto “benigno”.
Sempre comparei a crônica a um guarda-sol, espécie de oásis onde o leitor se abriga da inclemência do noticiário. Uma pausa para o beduíno beber aquela água fresquinha, escapando daquela tempestade de areia.
A crônica de jornal, ultimamente, precisa ter essa peculiaridade: estar sempre pendurada na janela dos acontecimentos, partilhar com o leitor o “momento” desse rapaz sem juízo, o Brasil.
Na verdade, jornalismo e literatura não se estranham tanto quanto sugere a crítica. São fortemente complementares – e uma das melhores definições que li de jornalismo é esta: “jornalismo é a literatura sob pressão”. Ao que eu acrescentaria: e a crônica é a literatura com pressa.
Drummond, que além de cronista magistral era o poeta que era, certa vez pediu desculpas a um leitor que o acusara de ser frívolo:
– É preciso que, em meio a tantos desastres, se tenha muita prática para duas conchinhas na praia, um colibri sugando o pólen, o rebolado de uma corista, um verso que não seja épico, uma citação que não seja pedante…
Um bate-papo simples com o leitor, sobre a vida e o nada.
Deixo aqui minhas desculpas por não ser um Drummond, ou o velho Braga, mas tenho ciência de que nunca desrespeitei essa idosa senhora, a crônica de jornal que você, leitor, a partir desta semana, não vai mais poder ler em papel impresso.
É com o coração sangrando que digo aos meus fiéis leitores de tantos anos em jornal impresso:
– Foi um prazer!

TRIVIAL VARIADO

O Instituto de Longevidade MAG está disponibilizando 328 cursos totalmente on-line e gratuitos. As capacitações são abertas para toda a população e é composta por videoaulas, com o objetivo de aprimorar competências adquiridas ao longo da vida profissional.

Tem mais: as inscrições devem ser feitas pelo site do Instituto e não exigem formação prévia ou limite de idade. Os módulos disponíveis abordam temas como gestão financeira, com foco no controle das finanças pessoais; marketing, com módulos sobre gestão e atendimento mais eficientes e maneiras de utilizar as redes sociais em benefício dos negócios; informática, com aulas sobre ferramentas como Excel, Word, PowerPoint e Google.

Em tempo: além disso, oferece curso completo de comunicação oral e inglês básico. No final, o participante testa os conhecimentos adquiridos ao longo das aulas para receber o certificado.
É simplesmente sensacional o clipe “Pérola de espuma”, do cantor e compositor maranhense Rommel Ribeiro, já disponível nas plataformas digitais. Rommel está há vários anos radicado no Canadá.

O empresário Roberto Albuquerque e Virgínia vão reunir amigos no próximo dia 29, em seu belo apartamento na Península da Ponta d´Areia, para homenagear o amigo desembargador do Trabalho Gerson de Oliveira Costa Filho.

DE RELANCE

Clipe de Chico César e Baleiro
A atmosfera dançante dos salões de reggae do Maranhão toma conta de “Lovers”, o novo clipe que reúne Chico César e o maranhense Zeca Baleiro, e chega hoje, às 11hy, no youtube dos artistas no dia 21 de outubro, às 11 horas. Para quem não sabe, Lovers é um subgênero de reggae que surgiu em Londres nos anos 70. “É mais romântico, bom pra dançar agarradinho e é muito popular no Maranhão, único lugar no mundo onde se dança reggae coladinho”, ensina Baleiro.

Clipe de Chico César e Baleiro...2
Chico e Zeca começaram a compor bastante juntos quando os shows e gravações pararam por conta da pandemia. Desde maio de 2020 até o início deste ano foram mais de 20 composições – reggaes, baladas, xotes e rocks. Como os dois compõem letra e música, o processo de criação foi bem variado, com muitas experimentações. Tem letra de Chico com música de Zeca e vice-versa, mas tem também canções criadas em conjunto, refrão de um que o outro continuou, enfim, melodias e versos fluindo de ambos os lados.

Clipe de Chico César e Baleiro...3
“Lovers” nasceu do refrão, já com letra e música de Baleiro, que Chico desenvolveu. “Lovers me surgiu como um lema: ‘vou cantar lovers para os haters’. Como se fosse um chamamento nesse tempo de ódio e intolerância, quase como um hino conclamando as pessoas para uma atitude mais amorosa”, comenta Zeca. Com argumento de Chico e Zeca, o clipe é uma realização da Deeper Produções. “Trabalhar com dois grandes artistas da nossa música, como Zeca e Chico, é sempre motivo de muita honra e alegria. Nesse momento tão singular e difícil de isolamento que vivemos, a música e a arte são o frescor que a alma precisa! Fizemos tudo de forma remota e com muito carinho! Desejo a todos nós muito love e lovers!”, comemora Natália Tavares,
diretora de finalização.

Clipe de Chico César e Baleiro...4
Desde que anunciaram que preparavam um álbum juntos, marcando a retomada da parceria inaugurada há quase 30 anos, Chico e Zeca lançaram o single duplo “Lovers + Respira” e o videoclipe “Respira”. Apesar de estarem envolvidos em muitos projetos em paralelo, Chico e Zeca estão empenhados em finalizar o álbum. “É uma grande realização pra gente, o coroamento de uma história de 30 anos de amizade e parceria”, comenta Chico. Com produção de Swami Jr., que já atuou com ambos em shows e discos, Chico e Zeca vêm trabalhando em 10 canções compostas durante esse período.

Fontes renováveis
Estamos em época de crise hídrica, custos cada vez mais elevados de energia elétrica e todos, sem exceção, buscam alternativas para evitar mais gastos. Sendo assim, que tal monitorar o consumo e, por meio de fontes renováveis, economizar até 20% no valor das contas? É o que decidiram os responsáveis pelo maior condomínio de São Luís, o Ilê Saint Louis. O grupo assinou contrato com a TYR Energia para economizar R$ 230 mil com os custos de energia elétrica.

Fontes renováveis...2
A startup e o condomínio, no bairro Ponta d’Areia, terão uma parceria de cinco anos. O contrato inicial projeta uma economia para o local a custo zero, para toda a área comum do Ilê Saint Louis, que terá energia mais barata e 100% renovável, provindas de fontes eólica, solar, hídrica e de biomassa (lixo). O condomínio ganhará medidores inteligentes TYR, que garantem monitoramento em tempo real do consumo de energia. Por meio do aplicativo ou da plataforma da TYR, o cliente pode checar seu consumo e incluir metas para redução de sua conta de luz.

Para escrever na pedra:
“Qualquer um que diga que os homens de verdade não choram, nunca jogou futebol com verdadeira paixão”. De David Beckham, lenda do futebol inglês.

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