Estado Maior

Só no próximo ano

19/10/2021

Conforme o secretário Simplício Araújo (SD) adiantou em entrevista a O Estado, o governador Flávio Dino (PSB) vai deixar para o próximo ano a decisão sobre a escolha do candidato apoiado pelo Palácio dos Leões.

Dino deverá reunir, novamente, os presidentes de partidos e outras lideranças para debater a conjuntura política local e nacional. Considerando-se que um dos partidos desejados pelos governistas, o PT, vai definir somente em março sua posição em todo o Brasil, Dino quer se posicionar somente após a batida de martelo petista.

Enquanto isto, o governador maranhense saiu a campo para buscar os apoios de outras legendas, além dos que já fazem parte de seu grupo político. Ele esteve, por exemplo, com o ex-presidente José Sarney (MDB) para abrir um canal de diálogo com os emedebistas, visando a um possível apoio nas eleições de 2022 no Maranhão.

E é devido estas movimentações em busca de alianças que Flávio Dino decidiu segurar a decisão sobre o seu apoio para o governo no próximo ano. Na prática, os pré-candidatos governistas ficam dependentes desse posicionamento para anunciarem oficialmente seus destinos pessoais na disputa do próximo ano.

Apoios

Além do MDB, Flávio Dino quer ampliar ainda mais seu leque de aliança devido à possibilidade de racha do seu grupo político em 2022.

Como o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador, Carlos Brandão (PSDB) não dão sinais de que desistirão de seus objetivos, Dino precisa ter mais apoios para sua candidatura ao Senado quando ele decidir sobre seu candidato ao governo.

A busca pelos apoios, por sinal, deverão sair dos limites do Maranhão. Dino deverá ir mais a Brasília para conversar com as direções nacionais das siglas.

Deixará

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB) voltou a dizer que deixará o governo local em abril do ano que vem.

Ele deve disputar uma vaga ao Senado Federal. A declaração ocorreu no último fim de semana na cidade de Caxias, durante cumprimento de agenda local.

Na ocasião, Dino voltou a tecer elogios ao seu vice, Carlos Brandão (PSDB), que é um dos pré-candidatos ao Governo do Estado.

Consolidação

As declarações do governador Flávio Dino (PSB) a Carlos Brandão foram vistas como consolidação do apoio de Dino ao seu escudeiro.

Em contrapartida, o também pré-candidato Weverton Rocha (PDT) prepara o contra-ataque, com atos políticos previstos para Peritoró e São Luís.

Além dos dois pré-candidatos governista, vem se movimentando o secretário de Educação, Felipe Camarão (PT).

“Balão de ensaio”

Em entrevista a O Estado de hoje, Camarão disse que somente não será candidato ao governo do Maranhão se a direção nacional do PT não lhe der a legenda.

Fora isso, Felipe Camarão garante que sua futura candidatura não é “balão de ensaio” e que mesmo sem o apoio de Flávio Dino, ele encararia a disputa pelo Palácio dos Leões.

Mas o ideal para o petista é ter o apoio de Flávio Dino e também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os entrevistados

Felipe Camarão foi o penúltimo pré-candidato ao governo do Maranhão a participar da série de entrevistas de O Estado.

Já foram entrevistados Josimar de Maranhãozinho (PL), Weverton Rocha (PDT), Lahésio Bonfim (sem partido), Simplício Araújo (SD) e Edivaldo Júnior (PSD).

O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) fechará, na próxima quinta-feira, 21, a série de entrevistas de O Estado.

Sem debate

O vereador Aldir Júnior, que é membro da Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal de São Luís, disse que ainda não há previsão para os parlamentares debaterem a paralisação das atividades do transporte coletivo da capital.

Segundo ele, a pauta deverá ser tema de debate na Casa devido à possibilidade de reajuste da tarifa.

A greve dos funcionários das empresas do transporte coletivo de São Luís tem previsão para ocorrer na próxima quinta-feira, 21.

E mais

- Mais um fato consolidou, na semana passada, o racha no grupo político dos Leitoa na cidade de Timon.

- Na sexta-feira, 15, o líder do governo de Flávio Dino na Assembleia Legislativa, Rafael Leitoa (PDT), realizou ato para consolidar uma espécie de frente política interna de oposição aos Leitoa.

- O ato contou com a presença do secretário estadual de Infraestrutura, Clayton Noleto. E o que não faltou foi crítica aos membros do grupo Leitoa.

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