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Maranhão aumentará em 20% o PIB com exploração no ''novo pré-sal''

De acordo com estudos, a exploração de um único poço de petróleo representa um acréscimo de R$ 14 bilhões na renda estadual
25/09/2021
Maranhão aumentará em 20% o PIB com exploração no ''novo pré-sal''Estudo científico aponta grandes reservas de petróleo em águas ultraprofundas no Maranhão e Pará (Divulgação)

SÃO LUÍS - A possibilidade da descoberta de bacias de petróleo no “novo pré-sal” na Bacia do Pará-Maranhão (PAMA), pode levar o Produto Interno Bruto (PIB) maranhense a um crescimento de 20% nas próximas décadas. O que representa um acréscimo de R$ 14 bilhões na renda estadual, com a exploração de um único poço de petróleo.

É o que indica a Nota Técnica “Estudos sobre impactos do início da atividade petrolífera no Arco Norte Brasileiro”, elaborada pelos professores por Luís Eduardo Duque Dutra, da UFRJ e Ronaldo Gomes Carmona, da Escola Superior de Guerra (ESG).

“Na eventualidade da descoberta de um campo com 400 milhões de barris, seu aproveitamento poderia gerar, em 30 anos, R$ 14 bilhões de renda, o equivalente a 12% do PIB do Pará e a 20% do PIB do Maranhão, em valores atuais”, indica o estudo divulgado na última quinta-feira (23).

No estudo, os pesquisadores apontam que existem fortes indícios de que ocorra no litoral do Pará e Maranhão, o sucesso observado na Guiana e, do outro lado, em Gana, em razão do que os geólogos denominam de espelhamento de oportunidades geológicas em ambas as margens equatoriais do oceano Atlântico.

Segundo o professor Ronaldo Carmona por razões geopolíticas e estratégicas, é recomendável a retomada da exploração da margem equatorial brasileira, notadamente na Bacia do Pará-Maranhão (PAMA), desta vez concentrada em águas profundas e ultraprofundas.

Reposição das reservas

Os pesquisadores também indicam a necessidade de reposição das reservas de petróleo como uma questão crítica para a política energética brasileira e o projeto de desenvolvimento nacional. E que a atividade petrolífera na região vai adensar conhecimento à área estratégica do território brasileiro.

“Além disso, “a transição energética em curso tem duração incerta, razão pela qual nenhum ator relevante – seja de planejamento energético de agências e Estados, seja das Big Oils –, trabalha com um cenário de ruptura com perda da importância do petróleo e de seu valor de mercado num horizonte de décadas”. Ou seja, mesmo com a transição, o petróleo não irá perder tão cedo seu papel no desenvolvimento energético global”, diz o estudo.

Os especialistas calculam que o custo de uma campanha exploratória com alguma chance de sucesso na margem equatorial pode ser estimado em cerca de US$ 450 milhões.

“O programa ocupa os três primeiros anos após a aquisição do direito de lavra e, tendo em vista a tese do espelhamento, a única hipótese heroica do exercício é a descoberta ocorrer neste curto período inicial”, afirma Luís Eduardo Dutra.

Segundo o estudo a partir de 400 milhões de barris recuperáveis, é possível obter uma taxa interna de retorno (TIR) de 15% (ou muito próxima disso) e um valor presente líquido (VPL) de US$ 650 milhões. O prazo de retorno é de 14 anos depois da compra dos direitos de lavra.

Para o geólogo e consultor Pedro Zalan, um dos um dos autores do trabalho “Um Novo Pré-Sal no Arco Norte do Território Brasileiro?”, publicado em janeiro deste ano, juntamente com Ronaldo Carmona e o professor da UFMA, Alan Kardec Duailibe, os autores estão sendo bastante conservadores.

“Eles apontaram para a possibilidade de retorno muito bons. Eu considero que achar uma jazida de 400 milhões de barris recuperáveis não será difícil. Pois, os prospectos existem indicam muito mais do que isso”, defende Zalan.

No trabalho anterior, produzido Ronaldo Carmona, Pedro Zalan e Alan Kardec, os pesquisadores projetaram a existência de 20 bilhões a 30 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) de "recursos prospectivos recuperáveis".

Desse total, 13 bilhões de barris poderiam se transformar, de fato, em reservas descobertas, considerando um índice de sucesso de 45%, sobretudo, no Maranhão. No pré-sal, são 40 bilhões de barris.

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