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Conheça a Late, doença semelhante ao Alzheimer?

Ambas atingem a mesma região do cérebro (sistema límbico). Porém, o Alzheimer provoca a perda de memória e gradativa, se manifestando a partir dos 65 anos
21/09/2021
Conheça a Late,  doença semelhante ao Alzheimer?O Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro. A patologia atinge majoritariamente pessoas com mais de 60 anos. (Freepik)

São Paulo - Ao longo dos últimos anos, uma nova doença cerebral, que possui sintomas parecidos com o Alzheimer, foi relatada e publicada em um artigo na revista científica Brain em 2019. Trata-se da 'Late', sigla inglesa que corresponde a "Limbic-predominant Age-related TDP-43 Encefalopathy" ou, em português: encelopatia da proteína TDP-43 relacionada à idade predominante no sistema límbico. Mas qual é a diferença entre as duas e por que, inicialmente, elas se confundiam?

Ambas atingem a mesma região do cérebro (sistema límbico). Porém, o Alzheimer provoca a perda de memória e gradativa, se manifestando a partir dos 65 anos.

A Late, por sua vez, segundo a pesquisa, afeta mais de 20% dos idosos com idade superior aos 85 anos. O que distingue as duas doenças é a proteína TDP-43, tem a função de regular a atividade genética no cérebro. Quem sofre com Alzheimer, por sua vez, tem outras duas proteínas comprometidas: a tau e beta-amiloide.

Apesar de terem sintomas muito parecidos, a Late se desenvolve mais devagar. Como outras doenças neurodegenerativas, ela ainda não tem cura, mas sua descoberta é importante para a medicina e pode ajudar na evolução do tratamento de ambas as doenças.

Alzheimer
O mês de setembro marca datas simbólicas que alertam sobre doenças e a necessidade do cuidado com a saúde mental. Nesta terça-feira, temos o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

O Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro. A patologia atinge majoritariamente pessoas com mais de 60 anos. As funções cerebrais como memória, linguagem, cálculo, comportamento são comprometidas de forma lenta e progressiva, levando o paciente a uma dependência para executar suas atividades diárias. No Brasil, estima-se que temos 1,5 milhão de pessoas vivendo com demência.

Os principais sinais são a perda de memória e o comportamento alterado da pessoa. No entanto, não são os únicos pontos que devemos nos atentar; a insônia também é um fator que pode preocupar.

Um estudo publicado em 2020 pela Fundação Pasqual Maragall - especializada em Alzheimer - encontrou mudanças na estrutura cerebral que sugerem uma ligação entre a insônia e o desenvolvimento dessa doença neurodegenerativa. Outro fator que contribui é o uso de medicamentos para dormir a longo prazo.
Pesquisas realizadas com pessoas saudáveis ​​mostraram que as que sofrem de insônia apresentam alterações em algumas áreas do cérebro que são afetadas nos estágios iniciais da doença de Alzheimer. Isso porque a doença causa a atrofia da parte do cérebro que controla a temperatura do corpo e a produção de melatonina, um hormônio que nos ajuda a dormir.

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