Vida | Saúde mental

Setembro amarelo: como reconhecer os sinais

O número de suicídios no Brasil aumentou 28% em cinco anos e, segundo especialista, a família é primordial na hora de reconhecer tendências suicidas
16/09/2021
Setembro amarelo: como reconhecer os sinaisBanco de imagens/Freepik

São Luís- Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é uma das principais causas de morte em todo o planeta. No mês de combate e prevenção ao suicídio, o dialógo sobre o tema é ampliado, porém, ele precisa ser normalizado em outros períodos do ano. Por isso, a família - que é quem está, geralmente, em contato diário com a pessoa - tem um papel muito importante no processo de reconhecer os sinais.

Dados reunidos por uma empresa de seguro de vida, indicam que entre 2014 e 2019, o número de suicídios no Brasil aumentou em 28%. A pesquisa revela que, no período que compreende o estudo, as pessoas que atentaram contra a própria vida passaram de 9,7 mil para 12,4 mil.

Para o psicólogo do Hapvida Saúde, Nilson dos Santos, a família é primordial na hora de reconhecer tendências suicidas. “Reconhecimento dos sinais é algo que nem sempre é perceptível, nem sempre é tão claro. Nem todos os casos as pessoas manifestam com tanta clareza os sinais. Mas o diálogo, a proximidade, o espaço aberto na família, para que as pessoas se sintam à vontade para compartilhar tais pensamentos e tendências, é importante”, comentou.

Sinais
Segundo o psicólogo, alguns sinais de tendências suicidas são: distanciamento social, indisposição, perda de prazer em coisas que antes geravam essa sensação. Mas acima de tudo, um importante sinal, além dos pensamentos constantes - dessa idealização de atentar contra a vida - em alguns casos, é a automutilação. No entanto, mesmo que existam sinais comuns em todos os casos, cada pessoa tem sua particularidade, por isso o diálogo constante é essencial.

Intervenção
Quando é o momento da intervenção? Como abordar uma pessoa com tendências suicidas? Nilson explica que não há um momento exato de intervenção. Mais uma vez, os especialistas ressaltam a importância daqueles que estão ao redor em reconhecer e ajudar.

“Quanto mais precoce a pessoa perceber que não está bem, ou a família perceber, melhor será o desenvolver da terapia. Outros sinais clássicos são: distanciamento da própria família, de pessoas íntimas, indisposição para qualquer coisa. Assim que a família perceber, é importante buscar ajuda profissional”, frisou o profissional.

Depois que o problema é identificado e a pessoa busca ajuda, o primeiro passo para que o acompanhamento tenha sucesso, é a aceitação. E o responsável por ajudar diretamente nessa aceitação é, justamente, o psicólogo e/ou psiquiatra.

“Os seres humanos apresentam grande capacidade de adaptação. Assim, desta forma no momento da Pandemia, o trabalho, o lazer, a casa tudo foi adaptado para uma nova rotina. É fundamental, para manter uma saúde mental, organizar uma rotina que envolve ser produtivo, se exercitar, lazer e manter o bem-estar no lar, com os membros da família”, destacou.

Neste setembro amarelo, em que os debates sobre saúde mental são ampliados, aproveite para pesquisar sobre o assunto, e em qualquer sinal identificado na sua rotina, procure ajuda ou ligue 188.

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