Ação policial

PF desarticula organização que agia em garimpos

Operação Curimã investiga responsáveis pelo desmatamento ilegal de mais de 60 mil hectares

Atualizada em 11/10/2022 às 12h15
Operação Curimã debelou garimpos ilegais de ouro em Centro Novo
Operação Curimã debelou garimpos ilegais de ouro em Centro Novo (garimpo ilegal PF)

São Luís – A Polícia Federal deflagrou ontem (15) a Operação Curimã, com objetivo de desarticular organização criminosa que atua em garimpos ilegais de ouro na região do Município de Centro Novo, no Maranhão.

Participaram das ações 130 policiais federais. Eles deram cumprimento a 19 mandados de busca e apreensão, além de 5 mandados de prisão preventiva, nos Estados do Maranhão e do Pará, expedidos pela 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão, em decorrência de representação da Polícia Federal.

Durante as investigações foi apurado que se trata de uma organização criminosa armada com grande poderio econômico e político e com atuação na região de Centro Novo há pelo menos três anos. Os investigados foram os responsáveis pelo desmatamento ilegal de mais de 60 mil hectares de áreas para abertura de garimpos de ouro, sem qualquer autorização dos órgãos competentes.

Ademais, foi verificado que esses garimpos utilizam cianeto de forma massiva para extração do ouro, além do uso de mercúrio, situação que tem causado grande poluição ambiental, inclusive, do Rio Maracaçumé.
Sob este aspecto, sabe-se que o cianeto pode atacar o cérebro e provocar tremores, delírios e alucinações. Também pode provocar parada cardíaca. A vítima desse tipo de envenenamento pode morrer por asfixia ou por falência múltipla de órgãos, assim há grande perigo para população local exposta a este tipo de substância.

Os investigados poderão responder pelos crimes previstos no Art. 2º, da Lei 8.176/91 (usurpação de bens da União), no art. 54, §2º, V (poluição), c/c art. 55 (mineração ilegal), ambos da Lei nº 9.605/98, art. 14, da Lei 10.826/2003 (porte ilegal de arma de fogo), bem como o art. 2º, §2º, da Lei nº 13.850/2013 (integrar organização criminosa), cujas penas máximas somadas ultrapassam mais de 20 anos.

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