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Setembro vermelho: entenda mais sobre as doenças cardiovasculares

No mês marcado pelo Dia Mundial do Coração (29), é importante reforçar a importância dos cuidados preventivos com a saúde cardiovascular e destacar a atenção nos primeiros mil dias de vida
06/09/2021 às 16h46
Setembro vermelho: entenda mais sobre as doenças cardiovasculares. (Divulgação)

São Paulo - As doenças cardiovasculares estão inseridas no grupo das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT´s) e seguem liderando as estatísticas de mortalidade no Brasil. Dados do Ministério da Saúde de 2020 revelam que as doenças do coração estão entre as principais causas de morte entre os brasileiros, com cerca de 30% do total de óbitos, equivalente a 400 mil por ano.

O Instituto Opy de Saúde, braço filantrópico da Opy Health, atua na promoção da saúde com foco principal na prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e no cuidado dos primeiros mil dias de vida (período que vai da gestação aos 2 anos de idade), fomentando projetos e apoiando soluções de impacto na atenção primária da saúde pública. Ajudar na redução da prevalência das DCNTs, inclusive de doenças cardiovasculares, é um dos focos do Instituto Opy de Saúde, que reforça a importância da campanha "Setembro Vermelho" sobre conscientização, prevenção e tratamento dos problemas no coração.

De acordo com a diretora-presidente do Instituto, Flavia Antunes, apesar de os genes herdados influenciarem no surgimento das DCNTs, muitos casos podem ser evitados. "A prevenção tem um papel fundamental para evitar problemas do coração. Embora a genética tenha um peso grande, os maiores fatores de risco ainda são o sedentarismo, a má alimentação, a falta de identificação de pacientes, e, consequentemente, seu acompanhamento", esclarece Flávia, ressaltando que o colesterol alto, hipertensão, tabagismo, diabetes são alguns fatores que aumentam o risco de um evento cardiovascular, todos associados aos hábitos do dia a dia.

Outro ponto importante analisado por Flavia Antunes está ligado aos cuidados durante os primeiros 1000 dias de vida. "O período é conhecido como ‘intervalo de ouro’, quando se formam e se programam as células do corpo, e que gera impacto na saúde no curto e no longo prazo. A combinação de fatores genéticos com influências externas como alimentação, amamentação, medicamentos, quantidade de infecções, e prática de exercícios, vão dar o resultado final da equação, indicando mais ou menos risco daquela pessoa viver com obesidade, ter diabetes ou desenvolver doenças cardiovasculares", alerta.

"Por isso a adequada nutrição, incluindo o leite materno como prioridade até os 6 meses de idade, e o estilo de vida saudável são alguns dos melhores e mais elementares investimentos de saúde no início da vida", diz.

Adicionalmente, a realização periódica de avaliação médica e exames específicos conforme faixa etária e gênero não pode ser esquecida no combate dessas doenças. Para a médica sanitarista e membra do Conselho de Administração do Instituto Opy, Catherine Moura, cuidar de forma integral e preventiva da saúde do coração é uma maneira eficaz de redução de riscos, melhoria da qualidade de vida em geral e de maior longevidade.

"Precisamos investir em ações educativas continuadas para conscientização da população e em políticas públicas com foco na prevenção, promoção do bem-estar e vida saudável em todas as fases do ciclo de vida", destaca Catherine, que lembra que cuidar da saúde do coração controla doenças indesejáveis e pode salvar vidas. "Cuidar da saúde do seu coração pode significar anos adicionais de vida com mais qualidade e menos chance de adoecer", conclui Catherine Moura.

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