A gente conta... | Aline Midlej

Jornalista maranhense assume comando do Jornal das Dez

Bonita, carismática, inteligente e comunicativa, ela estreou no último dia 5 à frente do programa, seu novo desafio na emissora carioca
Evandro Junior / O Estado MA10/07/2021
Jornalista maranhense assume comando do Jornal das Dez Aline Midlej é maranhense e se destaca no quadro de profissionais da GloboNews

São Luís - Muita gente não sabe, mas a jornalista Aline Midlej, nova âncora do “Jornal das Dez”, um dos mais antigos e tradicionais produtos da GloboNews, é maranhense. Ela saiu de São Luís aos dois anos de idade, pois os pais se instalaram em São Paulo, passando a visitar o Nordeste apenas durante as férias. Desde então, nunca mais pisou no Maranhão, mas ainda sente uma grande necessidade de retornar à terra natal.

“Meu pai é baiano e a minha mãe, pernambucana. Depois que saí de São Luís, passei a voltar ao Nordeste apenas para rever avós, tios e primos. Mas, realmente, nunca voltei à minha terra natal. Há anos planejo visitar a capital maranhense e pretendo fazer isso depois da pandemia, pois sinto essa necessidade”, frisa.

Aos 38 anos hoje, Aline Midlej começou na Rede Globo como estagiária, ainda na faculdade. Em 2005, passou a integrar o programa “Estagiar”. E retornou 15 anos depois como apresentadora da GloboNews, onde trabalha há cinco anos. Nos últimos meses, foi uma das jornalistas que ficou no ar na televisão brasileira por mais tempo e destacou-se na cobertura da pandemia do novo coronavírus.

Realização

Inteligente, comunicativa, experiente e viajada, a jornalista maranhense é a primeira mulher negra a apresentar o “Jornal das Dez”, que estreou no último dia 5, com novo cenário, mais moderno e tecnológico, apresentado direto do Rio de Janeiro.

“Sinto-me realizada como comunicadora, acima de tudo. Pela missão que me proponho de aproximar a notícia e humanizar os acontecimentos. No mais, estamos sempre carregando a luta dos que já passaram e abrindo caminhos para quem está chegando. E, assim, vamos quebrando paradigmas e levando inovação”, diz ela, que tem como referências no Jornalismo Neide Duarte, Flávia Oliveira, Glória Maria e Sônia Bridi.

Ao longo da pandemia, Aline Midlej, que detém o prêmio Vladimir Herzog (em reconhecimento a uma série de reportagens exibidas na semana do Dia Internacional da Mulher), deu um show na frente das câmeras. Cuidadosa e preocupada consigo e com os outros, ele não contraiu a Covid-19.

“Sempre me cuidei muito, principalmente por ser parte do serviço essencial que o jornalismo representa hoje. Nenhum de nós está blindado, claro, mas tenho disciplina. Minha rotina é de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Fiz poucas concessões ao longo do período. Um banho de mar, eventualmente, para reenergizar. Encontrei pouquíssimos amigos. A família só abracei de novo depois que meus pais foram vacinados, e ainda com todo cuidado. Acredito que seremos recompensados lá na frente. E espero que os enlutados tenham o respeito devido. Vai passar”, afirma.

A maranhense, com o novo desafio, quer que as pessoas terminem o dia delas tendo a certeza de que irão dormir com os fatos mais encaixados, refletindo sobre os impactos nas suas vidas com mais clareza. E, principalmente, com mais disposição para o dia seguinte. Além do trabalho na TV, ela assina uma coluna no G1 (“Pela Lente da Gente”), na qual escreve semanalmente sobre fatos que a marcaram na semana. E se envolve com projetos sociais, de comunicação, sempre de forma voluntária.

Aline Midlej adora cinema, yoga e um bom vinho. Suas paixões são a família, cães e o mar. Quando questionada sobre política, ela lamenta pelo cenário atual extremista. “O que demanda vigilância constante aos pilares democráticos construídos a tanto custo, no país. Mas vejo novas forças políticas, mais diversas e jovens, também ganhando espaço nas tomadas de decisão. Sou otimista sobre nosso futuro”, enfatiza a jornalista, que sonha em ver uma sociedade mais justa e pacífica, onde ninguém mais passe fome no Brasil e que todos tenham as mesmas oportunidades.

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