Cidades | Fiscalização

Condomínios mantêm fiscalização e os protocolos contra a Covid-19

Em alguns casos, com necessidade de aplicação de multas, condomínios residenciais tiveram de se readaptar ao cotidiano da pandemia e realizar fiscalização para evitar avanço do vírus
Bárbara Lauria / O Estado09/07/2021 às 00h00
Condomínios mantêm fiscalização e os protocolos contra a Covid-19Em condomínios da Ilha, as ações contra a covid são diárias e rígidas (Divulgação)

São Luís – Após um ano e meio de pandemia, protocolos de segurança para conter o avanço da Covid-19 se tornaram rotineiros, mas, ainda assim, há espaços em que é necessário maior fiscalização, para evitar o descumprimento das medidas. No caso dos condomínios residenciais, mesmo com medidas determinadas por acordo de maioria, ainda é necessária a fiscalização e, algumas vezes, até a aplicação de multas para moradores.

Manoel Tavares Júnior, síndico de condomínio de casas no bairro Olho d’água, conta que o maior desafio de manter as medidas sanitárias é justamente a adesão dos moradores a esses protocolos. “Vemos que ainda há pessoas que trazem convidados e fazem festas sem usos de máscara, tentam ir na área comum, mesmo com elas interditadas, ou então andam nas ruas do condomínio sem máscaras, achando que não vão pegar a doença, mas, em vários casos vimos que elas foram contaminadas. Por isso, algumas vezes precisamos intervir e até aplicar multas”, contou.

A mesma dificuldade também foi relatada por empresas que administram os espaços dos condomínios. Segundo Denyse Diniz, do grupo Super Gestão e Serviços (SGS), medidas de sanitização foram orientadas para todos os condomínios administrados, contudo, uma das maiores barreiras encontradas foi em relação a restrição de visitantes nas dependências condominias. “Infelizmente não podemos controlar essa ação. O que tem sido feito é que durante as supervisões responsáveis e síndico são advertidos para que monitorem os níveis de aglomerações nos locais de lazer”, ressaltou.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), a Vigilância Sanitária Municipal informou que os espaços residenciais também são monitorados em relação às medidas necessárias de controle da Covid-19, desde que em consentimento com o morador responsável. As fiscalizações dependem de denúncia prévia e, assim que formalizada, é feita a visita ao local que checa por exemplo, o limite de pessoas no espaço físico e o horário de realização dos eventos.

Werbet Trindade, gerente operacional da empresa administradora de condomínios Tullios, explica que essas intervenções, por se tratar de áreas privadas, devem ocorrer em acordos por assembleias e decisões dos síndicos. “Como empresa administradora, nossa responsabilidade está mais em relação ao quadro de funcionários e disponibilizar os serviços, mas também orientamos a adesão de certas medidas pelo bem dos moradores”, explicou.

Medidas adotadas
Por se tratar de um espaço em que diversas famílias vivem em conjunto, diversas medidas foram necessárias para garantir a contenção do vírus e evitar um surto de casos dentro dos condomínios. Neto Marques, síndico e administrador de três condomínios da Grande Ilha, conta que uma das principais medidas, foi a orientação dos funcionários que têm mais contato com os moradores, como o caso dos porteiros e zeladores.

“Criamos alguns protocolos específicos para porteiros e zeladores assim fazendo que diminuísse ao máximo o contato com os moradores e outros prestadores de serviços, e sempre estávamos verificando a saúde deles, e a qualquer sinal de mau estar o funcionário era afastado para fazer teste. Além disso, nossos profissionais de limpeza passaram por treinamentos para evitar o contágio e disseminação, auxiliando também na limpeza com produtos específicos para evitar a disseminação”, conta Neto Marques.

No condomínio administrado por Manoel Tavares Júnior, uma das principais medidas foi a interdição das áreas comuns e a suspensão de festas e eventos nas áreas de lazer. “Logo no primeiro momento interditamos esses espaços, pois foi uma forma de garantir que o distanciamento social seria mantido e respeitado”, explicou.

Outra medida foi o aumento da frequência de higienizações nos espaços dos condomínios, em que alguns locais, as limpezas das áreas comuns passaram de uma vez ao dia para quatro vezes ao dia. “Passamos a aumentar o número de limpezas diárias dentro dos condomínios e também mudamos para o uso de produtos que foram comprovados mais eficientes contra o vírus, principalmente em espaços como elevadores, que mesmo com um número limitado de pessoas, há uma rotatividade constante”, explicou Werbet Trindade.

De acordo com a Semus, devido à ausência de legislação específica voltada para estes espaços, as orientações dadas de prevenção quanto à circulação do vírus são as amplamente divulgadas pelos canais oficiais de saúde, ou seja, uso de máscaras e de álcool gel, além do respeito ao limite de pessoas e ao distanciamento social.

Diálogo com moradores
Luiz Souza, síndico de condomínio no bairro Turu, conta que um dos principais pontos para evitar o crescimento de casos dentro do espeço residencial foi o diálogo e acordo entre moradores.

“O acompanhamento aconteceu, mas sempre foi priorizado o diálogo, por se tratar de ponto juridicamente delicado. Não tivemos caso de advertências ou multas, pois todos compreenderam e apoiaram a medida. Pessoas continuaram realizando suas atividades físicas, por exemplo, mas sempre com o uso de máscara e sem aglomeração. Tudo ocorreu de forma muito natural e tranquila, e sempre utilizando como parâmetro as medidas do Governo do Estado, e os protocolos sanitários da OMS”, conta o síndico, que ressaltou que não houve um surto Covid-19 no espaço, apenas casos pontuais.

SAIBA MAIS

Como denunciar infrações de protocolos sanitários

Em nota a O Estado, a Semus informou que denúncias acerca de irregularidades e possíveis aglomerações que infrinjam a legislação em vigência no momento podem ser feitas pelo seguinte telefone (98) 99174-7899. O atendimento é de segunda à sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 14h às 18h.

Denúncias referentes a possíveis eventos no fim de semana que desobedeçam à legislação atual podem ser registradas nestes dias e horários.

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