Política | Crise

Flávio Dino reage à nota das Forças Armadas contra presidente de CPI

Chefe do Executivo no Maranhão afirmou que a indignação cívica deve ser contra alguns militares que segundo ele, se envolveram em transações mal explicadas
Ronaldo Rocha da editoria de Política08/07/2021 às 11h50
Flávio Dino reage à nota das Forças Armadas contra presidente de CPIDivulgação

SÃO LUÍS - O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), reagiu na manhã de hoje à nota das Forças Armadas contra o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

A nota foi publicada ontem pelo Ministério da Defesa e pelos os comandantes das Forças Armadas, num repúdio à fala do presidente da CPI que criticou o envolvimento de integrantes das instituições em casos suspeitos de irregularidades no Ministério na Saúde.

Na nota a pasta afirmou que “as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro".

Foi o que motivou a reação de Dino.

Em seu perfil em rede social, o governador do Maranhão classificou a nota de desproporcional e abusiva.

"Nota militar contra o presidente da CPI do Senado, Omar Aziz foi desproporcional e abusiva. A indignação cívica deve ser contra alguns militares que se meteram em transações mal explicadas e em desastres gerenciais. Ninguém está acima da lei", pontuou.

Repercussão

O tema ganhou forte repercussão no meio político na noite de ontem. O senador Omar Aziz afirmou que não será intimidado pelas Forças Armadas.

Aliados do senador também se manifestaram no Senado na noite de ontem.

Nota

Na nota, o Ministério da Defesa criticou a postura do senador no âmbito da CPI. "Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável", destaca trecho do documento.

"As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro", destaca outro trecho.

A crise institucional pode se agravar nas próximas horas.

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