Cidades | Imperatriz

Quase 30 mil procedimentos para tratamento de câncer realizados em 2020

Os procedimentos estão divididos entre quimioterapias, radioterapias e consultas
09/05/2021 às 07h38
Quase 30 mil procedimentos para tratamento de câncer realizados em 2020. (Divulgação)

Imperatriz - O ano de 2020 ficou marcado pela pandemia e as tristes estatísticas de mortes por Covid-19. Mas, em Imperatriz, muitas pessoas também tiveram que lutar contra outro mal: o câncer. Segundo balanço da Rede Oncoradium, quase 30 mil procedimentos de tratamento contra o câncer foram realizados na unidade de Imperatriz pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos estão divididos entre quimioterapias, radioterapias e consultas.

Conforme o balanço, a unidade de Imperatriz realizou, pelo SUS, 2.854 procedimentos de quimioterapia, 16.800 de radioterapia e mais de 9 mil consultas. Um paciente pode realizar vários procedimentos durante o tratamento contra o câncer e a unidade de Imperatriz atende pacientes de toda a região.

“Esses números representam a grande quantidade de casos que temos. Mas também ficamos felizes, porque mostra uma resolutividade muito boa dos nossos serviços, com uma média de atendimento de 50 a 60 pacientes por mês. Outra vantagem nossa é que quase não temos fila para atendimento, quando no Brasil a realidade é outra, com muitos casos e poucos equipamentos, levando de quatro a seis meses para iniciar o tratamento de um paciente”, afirma o cirurgião oncológico Gumercindo Filho.

Somente no ano passado, 484 pacientes provenientes do município de Imperatriz foram atendidos no ambulatório de oncologia do Centro de Especialidades dos Três Poderes e encaminhados para a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia de Imperatriz (Unacon). Deste total, os mais comuns foram câncer de próstata (76), de pele (69), de mama (66) e câncer de útero com 57 casos.

“São números altos. E esses dados são somente de pacientes de Imperatriz, mas, se levar em conta os dados dos demais municípios da Regional de Saúde, a tendência é que tenham sido diagnosticados mais de 1 mil casos. E este ano também seguimos com essa tendência no número de diagnósticos”, ressalta o cirurgião oncológico da Rede Oncoradium, Dr. Gumercindo Filho.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil terá 625 mil novos casos de câncer a cada ano do triênio 2020-2022. O câncer de pele não melanoma deve ser o mais incidente, com 177 mil casos novos, seguido pelo de mama e de próstata (66 mil cada), cólon e reto (41 mil) e pulmão (30 mil). A obesidade estará entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

“Oriento que as mulheres acima de 40 anos façam suas mamografias. Os homens a partir de 45 anos que procurem o urologista para exame de toque retal e o exame PSA. E o paciente que verificar alguma alteração na pele que procure orientação médica. As mulheres que têm vida sexual ativa também devem continuar fazendo o exame de Papanicolau de forma regular, pois o segredo do tratamento é esse: na fase inicial mais de 95% dos cânceres têm cura”, finaliza o médico Gumercindo Filho.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte