Roda Viva

A medicina praticada em São Paulo

Benedito Buzar01/05/2021

Até antes da década de 1970, os maranhenses quando adoeciam gravemente ou ficavam em situação delicada nos hospitais de São Luís, não titubeavam em viajar para o Rio de Janeiro, que por ser a capital do país, era servida pela melhor rede hospitalar, com médicos preparados para o atendimento de pacientes em condições precárias de saúde e/ou acometidos de enfermidades complicadas e necessitados de cirurgias urgentes e de porte.
Naquela época, os doentes se deslocavam para o Rio de Janeiro, não porque São Luís carecesse de hospitais e de competentes médicos. O problema, quase sempre residia na falta de equipamentos cirúrgicos avançados e mais eficazes do ponto de vista tecnológico, para permitir aos médicos maranhenses serem bem-sucedidos em suas atividades profissionais.
Quando isso acontecia, os próprios médicos se encarregavam de recomendar aos pacientes a busca de centros mais adiantados, nos quais, provavelmente, obteriam resultados mais satisfatórios nos tratamentos clínicos ou cirúrgicos.
Em São Luís, a Santa Casa de Misericórdia, os Hospitais Português e Tarquínio Lopes (Geral), bem como o Centro Médico Maranhense, mesmo sem disporem de relevante estrutura tecnológica, ofereciam condições para que os competentes cirurgiões, Carlos Macieira, Raimundo Matos Serrão, José Henrique Moreira Lima, Benedito Murad, Zilo Pires, Antônio Dino, Santos Neto, Antônio Hadad, Benedito Penha, Geraldo Melo e outros, apresentassem desempenhos positivos em procedimentos melindrosos e nada corriqueiros.
Do mesmo jeito, agiam e trabalhavam os abnegados clínicos, Djalma Marques, Amaral de Matos, José Murad, Clementino Moura, Bacelar Portela, Pedro Neiva, William Moreira Lima, Crisanto Azevedo, Alfredo Duailibe, Ivaldo Perdigão Freire, Fernando Viana, Nunes Freire, Salomão Fiquene, Orlando Araújo, Clovis Chaves, Lourival e Paulo Bogéa, João Maranhão Ayres, Joaquim Meneses, Nilson Oliveira e outros, numa época em que os profissionais da medicina atendiam os pacientes em domicílio ou em consultórios modestos, situados geralmente no centro da cidade.
Esta situação começa a se modificar quando o Rio de Janeiro, por não ser mais a capital da República, perde para São Paulo a hegemonia que detinha em quase todos os setores da vida brasileira, ressaltando-se a parte hospitalar e médica.
Pelos investimentos realizados nas áreas pública e privada, a economia paulista deu um salto quantitativo e qualitativo, transformando-se no motor da sociedade brasileira e impondo-se como o maior polo industrial e científico do País, fato que determina a implantação de uma rede hospitalar de primeiro mundo e dotada de notáveis equipes formadas por cirurgiões renomados e clínicos conceituados, à altura de atenderem pacientes vindos de qualquer parte do Brasil e portadores de doenças graves e desafiadoras.
Tendo como carros-chefes os Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Do Alemão, Do Coração, das Clínicas, Nove de Julho, Beneficência Portuguesa, ACCamargo, São Paulo armou-se de uma estrutura médica e hospitalar sem igual no País, com capacidade para o tratamento de enfermidades complicadas e salvação de vidas.
De uns tempos para cá, felizmente, com a introdução nos principais hospitais de São Luís de equipamentos modernos e avançados, bem como de investimentos relevantes, já não se pode mais dizer como antigamente aquela frase maldita e constrangedora, de que os nossos melhores hospitais eram os “aviões de carreira”.
Em tempo: para concorrer com os Hospitais Sírio-Libanês e Albert Einsten, que ocupam a pole-position na medicina brasileira, São Paulo ganhou recentemente um novo e modelar estabelecimento hospitalar: o Vila Nova Star, da Rede D’Or, contratando reputados profissionais no mercado, que prestavam serviços a hospitais já consagrados.
Por falar em Rede D’Or, São Luís contará brevemente com um novo e moderno hospital, contíguo à área onde se encontra instalada a UDI.

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