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Pandemia mantém estoques de sangue baixos em todo país

Período crítico pode comprometer o tratamento de pacientes que apresentam grande demanda transfusional por causa da alta complexidade dos casos
05/04/2021 às 16h30
  Pandemia mantém estoques de sangue baixos em todo país. (Paulo Soares / O Estado)

São Paulo - Há pouco mais de um ano, deste o início da pandemia, os estoques de sangue seguem registrando índices críticos por conta da queda no número de doações. No Brasil, menos de 2% da população é doadora de sangue, quando o ideal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), seria, ao menos, 3%.

"No caso do Hospital do GRAACC, referência no tratamento do câncer infantojuvenil, os pacientes apresentam grande demanda transfusional, tanto por causa dos tratamentos de alta complexidade (quimioterapias agressivas, quadros de infecção ou nos procedimentos cirúrgicos), quanto pela própria doença de base (como as leucemias). Há também dois grupos ainda mais críticos que são os pacientes internados em UTI e aqueles submetidos ao transplante de medula óssea", explica Paula Guedes, médica responsável pelo serviço de Hemoterapia do GRAACC.

Por ser um hospital exclusivamente de oncologia pediátrica, a maioria dos pacientes não pode ter seus procedimentos adiados. A instituição continua atendendo normalmente todos os casos novos e pacientes que já estavam em tratamento, mesmo com demanda de transfusão elevada.

Segurança em tempos de Covid-19
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde atualizaram os critérios de doação de sangue em todo o país, a fim de reforçar a prevenção contra o novo coronavírus.

Os locais destinados à doação de sangue são seguros e frequentados por pessoas saudáveis e estão investindo em cuidados redobrados para garantir a segurança dos doadores (como distância segura entre as cadeiras de coleta, disponibilização de álcool em gel, entre outras medidas).

-Candidatos que apresentaram infecção pela Covid-19 são considerados inaptos por um período de 30 dias, após recuperação clínica completa (assintomáticos).

-Candidatos que tiveram contato direto (domiciliar ou profissional) com casos suspeitos ou confirmados de contaminação por coronavírus devem aguardar 14 dias após o último dia de contato, para realizar a doação de sangue.

-Profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, entre outros) que trabalham diretamente com pacientes portadores de Covid-19 devem aguardar 14 dias após o último dia de contato, para realizar a doação de sangue.

-Candidatos que foram vacinados contra Covid-19 só podem doar 48 horas após cada dose (vacina Coronavac, da Sinovac/Butantan); e 7 dias após cada dose (vacina Oxford, da AstraZeneca/Fiocruz).*

* Critério adotado segundo Informe Técnico do Ministério da Saúde de 23/01/2021.

SAIBA MAIS

Quem pode doar

  • - Pessoas em boas condições de saúde com idade entre 16 (autorização do responsável) e 69 anos (sendo que a primeira doação deve ter sido realizada até os 60 anos).
  • - Pesar no mínimo 50 kg.
  • - Estar devidamente alimentado (evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação).
  • - Apresentar documento original com foto, legível e emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

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