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1 ano de pandemia: o que a Covid-19 nos ensinou sobre saúde e adaptabilidade

Segundo levantamento do Gympass, a utilização de soluções com foco em saúde mental corresponde a 35% dos mais de 2 milhões de check-ins feitos na plataforma em 2020
28/03/2021 às 06h00
1 ano de pandemia: o que a Covid-19 nos ensinou sobre saúde e adaptabilidadeDivulgação

São Paulo - Muita coisa mudou após um ano da chegada do novo coronavírus no Brasil. No entanto, um resultado positivo é que agora está sendo dada uma maior atenção à saúde e à prevenção de doenças. Além do uso de máscaras e álcool em gel, as pessoas estão cada vez mais encorajadas a cuidar proativamente de si mesmas, em todos os âmbitos - físico, mental e emocional.

O aumento da depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático provocados pela pandemia colocou a saúde mental em primeiro plano, juntamente com a necessidade de acesso mais amplo a recursos para melhorar o bem-estar de maneira geral. Como resultado, o cuidado com a saúde mental, por exemplo, deixou de ser um tabu e passou a ser um assunto publicamente aceitável e discutido.

"A esperança é que essa ênfase mais direcionada para a saúde, seja ela física, mental ou emocional, irá, idealmente, dar origem a uma população mais forte, mais resiliente e capaz de lidar com futuros inevitáveis. Independentemente de enfrentar outra pandemia global, investir intencionalmente na saúde, sem dúvida, torna as pessoas melhor equipadas para gerenciar os desafios inexoráveis ​​da vida", comenta Priscila Siqueira, CEO do Gympass no Brasil.

O Gympass realizou uma pesquisa para analisar os dados de seus usuários que realizaram atividades voltadas para a saúde física e mental desde março de 2020, e conseguiu elencar algumas tendências que sustentam as mudanças de comportamento dentro do segmento de bem-estar durante a pandemia. Confira:

1. Tendências de atividade física:

• Praticantes comprometidos

Diante das paralisações obrigatórias das academias e estúdios parceiros, os praticantes de atividade física regulares se viram forçados a encontrar novas maneiras de se exercitar dentro ou fora de casa. Aulas ao vivo, sessões com Personal Trainers online e a venda de equipamentos de exercícios domésticos dispararam no Brasil. Os dados da pesquisa mostraram que os usuários altamente ativos permaneceram ainda mais ativos do que antes da pandemia. Em comparação com março-dezembro de 2019, houve um leve crescimento de 0,7%.

• Não praticantes

Para indivíduos menos ativos, ou aqueles que não praticavam atividades físicas regularmente com o aplicativo de exercícios antes do início da pandemia, a plataforma viu um aumento de 20,8% em sua média semanal de utilização da plataforma. A atividade mais procurada no Brasil para esse grupo foi o treinamento funcional.

"Eu, uma pessoa extremamente sedentária, saí da minha zona de conforto e me exercitei todos os dias", comenta Tyellen dos Reis. "Estou muito satisfeita, me sinto melhor, mais tranquila e mais animada para prosseguir nas minhas atividades."

• Mudança na rotina

De fato, as exigências do trabalho remoto, em paralelo com o fechamento das academias e estúdios, proporcionaram oportunidades para que as pessoas pudessem treinar em horários diferentes, de forma mais flexível. Os horários dos treinos mudaram: as pessoas passaram a avaliar melhor suas rotinas para aproveitar ao máximo o dia. As reservas de aulas aumentaram 43% às 10h, 35% às 18h e 100% às 19h. Houve, também, mudanças na preferência pelos dias da semana. De março de 2020 a janeiro de 2021, os treinos de sábado aumentaram 41% globalmente, e a procura por treinos aos domingos cresceram 111%, na comparação com o mesmo período um ano antes.

"Ter as pessoas em movimento de casa na quarentena foi muito importante. Agregou bastante valor para a gente.", disse Bruno Torquetti.

2. A saúde mental ocupa o centro do palco

A gravidade e a duração da pandemia alimentou uma mudança generalizada na atenção à saúde mental. O medo de contrair o vírus, a preocupação com a família e os amigos, e a incapacidade de se reunir em grupos afetaram bastante a mentalidade coletiva. À medida que os níveis de estresse subiram, a depressão, a ansiedade, a solidão e os sentimentos de desesperança também aumentaram.

De acordo com o "The Covid-Era Fitness Consumer", da International Health, Racquet and Sportsclub Association (IHRSA), associação que representa instalações de saúde e fitness, ginásios, spas, clubes esportivos e fornecedores em todo o mundo, 76% dos membros estão se sentindo ansiosos com sua saúde de forma geral, e 60% deles se sentem mais estressados ​​desde o início da pandemia.

Como resultado, as terapias virtuais - sejam elas por câmeras ou por textos - cresceram consideravelmente. Segundo o levantamento do aplicativo de exercícios Gympass, 35% das utilizações de 2020 foram de usuários que acessaram os parceiros de saúde mental da plataforma. De março a dezembro, o uso de tais soluções aumentaram seis vezes.

O número de usuários que passaram a utilizar aplicativos de meditação, aumentou 115% até o final de 2020. Mais homens começaram a utilizá-lo, e houve, também, um aumento no uso da plataforma por pais e filhos, ressaltando a difusão do estresse devido à quarentena.

No lugar do tradicional aumento de janeiro na prática de exercícios, descobriu-se que muito mais usuários baixaram aplicativos de parceiros para meditação, sono e terapia pela primeira vez. Os usuários atuais desses aplicativos também mostraram maior atividade.

"Entendemos que não existe saúde mental sem saúde física", disse a enfermeira corporativa Suzana Muller.

3. Aumento na gestão do estresse versus ansiedade

Embora a saúde mental continue na vanguarda em 2021, a ansiedade crescente vivida no início de 2020 parece ter diminuído um pouco. Os dados do aplicativo de meditação também mostraram que, conforme a pandemia progrediu, os usuários do aplicativo de exercícios começaram a mudar sua preferência pelas práticas de meditação. Durante 2020, meditações para estresse e ansiedade mostraram uso semelhante; mas, no final do ano, as meditações para estresse tiveram um aumento de 285% nas audições.

4. O valor da saúde holística

Esforços proativos para melhorar a saúde física e mental são de fato valiosos para apoiar a saúde pública e melhorar a qualidade de vida da população. Chamado de "renascimento do autocuidado" pelo Global Wellness Summit, essa abordagem mais deliberada e holística do bem-estar, que integra esforços preventivos, bem-estar e saúde, é uma forma poderosa de fortalecer a saúde coletiva.

"Se somarmos todos os produtos digitais, incluindo aulas ao vivo, aplicativos de bem-estar e personal trainers, tivemos mais de 2 milhões de check-ins em 2020. Esses números confirmam a tendência de um comportamento mais híbrido e holístico de cuidado com a saúde física e mental daqui para frente, mas vale frisar que as soluções digitais são complementares e não substitutas", finaliza Priscila Siqueira.

Nesse sentido, as opções virtuais tendem a aumentar o mercado consumidor. Aqueles usuários que por algum motivo ainda não se sentiam à vontade para frequentar academias e estúdios, agora conseguem começar uma rotina de treino e de cuidado com o corpo e a mente dentro de suas casas, conseguindo passar por aquele período difícil de adaptação entre começar a se exercitar e realmente fazer daquilo um hábito prazeroso.

Priorizar a saúde física e mental para melhorar o bem-estar geral dá mais força para que as pessoas se adaptem de forma mais eficaz aos desafios e ao estresse que caracterizam a vida no século 21 no mundo inteiro. Com uma solução única e abrangente, o Gympass está empenhado em tornar o bem-estar acessível e universal para ajudar a população a se tornar cada vez mais saudável e feliz.

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