Vida | Distúrbios do sono

Sonambulismo comporta riscos que merecem cuidados

A médica Rosa Hasan, especialista em Medicina do Sono do HC, diz que é um "transtorno que ocorre de formar parcial e normalmente, ao despertar, a pessoa não é capaz de lembrar de nada"
Sandra Capomaccio/ Jornal da USP14/03/2021 às 06h17
Sonambulismo comporta riscos que merecem cuidadosSonambulismo é um distúrbio do sono perigoso (Divulgação)

São Paulo- Recentemente uma fisioterapeuta, de 27 anos, teve uma crise de sonambulismo e caiu do terceiro andar de um hotel no Rio de Janeiro. O fato causa preocupação para familiares e para quem tem esse distúrbio relacionado ao sono. O sonambulismo é um distúrbio cuja causa ainda é desconhecida. O que se sabe é que ocorrem diversas situações em que a consciência é alternada com o período de vigília.

É um distúrbio que se manifesta durante o estágio mais profundo do sono, o sono de ondas lentas, chamado de não REM. A neurologista Rosa Hasan, especialista em medicina do sono, responsável pelo Laboratório e Ambulatório de Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, diz que o sonambulismo é marcado por um despertar parcial, porém, a pessoa continua dormindo, ou seja, não lembra de nada que ocorreu durante aquela madrugada.

O termo sonambulismo surgiu justamente por esse movimentar-se. A pessoa anda e fala dormindo. Em casos raros, pode envolver comportamentos incomuns, como pular de uma janela ou urinar em um armário. Entre as parassonias existem o bruxismo e o terror noturno, que é um outro transtorno do despertar e que se confunde com o sonambulismo.

Segundo a especialista em Medicina do Sono do HC, o ideal é sempre preparar um local propício para uma noite sem interrupções com barulhos vindos de fora do quarto. Além disso, os familiares e a própria pessoa que tem sonambulismo devem tomar alguns cuidados para que se evitem acidentes, como a “colocação de grades e redes nas janelas, trancar locais perigosos da casa, deixar as chaves escondidas, porque a pessoa pode sair”, conclui a especialista.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte