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Arcebispo lança Campanha da Fraternidade no Santuário de N.S. de Nazaré

Tema central da campanha deste ano é "Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor", proposto pela Conferência dos Bispos do Brasil
20/02/2021 às 18h32
Dom Belisário critica, em sua homilia, “os muros” que separam a sociedade, como as desigualdades, o racismo, o feminicídio, a homofobia

São Luís - Com o tema "Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor" a Arquidiocese de São Luís foi lançada ontem no Santuário Nossa Senhora de Nazaré, no Cohatrac, a Campanha da Fraternidade 2021. O lema deste ano é “Cristo é a nossa paz: o que era dividido, fez uma unidade”. O lançamento foi feito pelo arcebispo de São Luís, dom José Belisário da Silva, durante missa no Santuário, quando ele enfatizou o tema principal da campanha, durante sua homilia. O texto da campanha deste ano destaca os principais pontos a serem combatidos, como "Negação da ciência" durante a pandemia de Covid-19; atuação do governo federal no combate ao coronavírus; Igrejas que não respeitaram o distanciamento social; a "cultura de violência" contra mulheres, negros, indígenas e pessoas LGBTIQ+.

Dom Belisário ressaltou ainda quatro momentos fundamentais que envolvem o tema da Campanha da Fraternidade 2021. O arcebispo de São Luís destacou a necessidade de “termos um olhar amoroso para a nossa realidade”, e citou aspectos como machismo, feminicídio, homofobia, e racismo que devem ser superados por toda a sociedade. Ele teceu fortes críticas sobre as desigualdades que acometem a sociedade brasileira, lembrando que o país cresceu e se desenvolveu “mas permanece um país extremamente desigual”.

Sobre o racismo, dom Belisário lembrou que “não há como não abrir os olhos para este muro que nos divide”. E defendeu que a sociedade “precisa de políticas públicas para incluir o combate ao racismo, o feminicídio, o machismo, a homofobia” e todas as desigualdades que se abatem sobre a sociedade brasileira.

Apresentação

Na quinta-feira a campanha foi apresentada oficialmente em São Luís, por meio de uma live, pelo arcebispo dom José Belisário da Silva, e pelo coordenador da equipe diocesana de campanhas, Delso de Jesus. “Foi uma live para falarmos um pouco da proposta da campanha deste ano, seu tema e lema. Detalhamos o objetivo geral e o específico, falando um pouco sobre as metodologias para chegar aos fiéis, já que estamos em um ano de pandemia”, explicou Delso de Jesus.

De acordo com o coordenador, o diálogo com a sociedade será de extrema validade durante a campanha. “Nós percebemos que a pandemia acirrou a violência nos lares, pela dificuldade de convívio entre as pessoas. Daí a necessidade de trabalharmos essa questão durante a campanha”, frisou, informando que as celebrações presenciais serão realizadas com limite de pessoas e haverá, também, programação virtual.

A campanha da fraternidade é tradicionalmente realizada pela Igreja Católica em parceria com instituições cristãs desde a década de 1960. O texto-base é escrito por membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e passa pelo aval da direção-geral da CNBB. “A CFE 2021 quer convidar os cristãos e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual”, afirmou a CNBB em nota.

A confederação representa os bispos do país, e funciona como uma espécie de entidade de classe. A adesão à campanha não é obrigatória e depende de cada diocese. O lançamento nacional da campanha ocorre sempre na quarta-feira de cinzas, quando tem início a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa. O assunto é difundido nas celebrações e programações da comunidade religiosa. Em seguida, nos estados as arquidioceses fazem o lançamento local, dando início à programação proposta pela CNBB.

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