Geral | Imunização

Saúde deve distribuir 230,7 milhões de doses de vacina até julho/2021

Ministério afirma que vai distribuir 11,3 milhões de doses ainda em fevereiro e prevê assinar contrato para compra de Sputnik e Covaxin ainda nesta semana
18/02/2021
Saúde deve distribuir 230,7 milhões de doses de vacina até julho/2021 Dois milhões de doses da vacina Oxford serão importadas da Índia pelo governo brasileiro (Divulgação)

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde anunciou ontem,17, que vai distribuir 230,7 milhões de doses de vacina contra Covid-19 até julho. A previsão da pasta é que 11,3 milhões de doses sejam entregues ainda em fevereiro aos estados. Dessas, dois milhões serão da vacina de Oxford, importada da Índia, e 9,3 milhões da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan.

Em reunião on-line com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou ainda que o governo federal deve assinar contrato nesta semana com a União Química, que produz a vacina Sputnik V, e com a Precisa, responsável pela Covaxin. O cronograma do primeiro semestre já prevê as doses fornecidas por essas farmacêuticas. As primeiras 400 mil da Sputnik V já chegariam ao país em março, vindas da Rússia. Já a Precisa deve entregar 8 milhões de doses da Covaxin naquele mês.

"Totalizaremos até 31 de julho quase 231 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, ou seja, o suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença”, afirmou o ministro Eduardo Pazuello em nota enviada pelo Ministério da Saúde.

Na terça-feira, 16, diversas cidades interromperam a vacinação devido ao fim dos estoques de vacinas contra Covid-19. Além do Rio de Janeiro, que havia divulgado a decisão no domingo, Salvador e Cuiabá anunciaram na terça que dependem de novas remessas do Ministério da Saúde para dar prosseguimento à primeira fase da vacinação.

Butantan

Ontem, 17,o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o Instituto Butantan, vinculado ao governo estadual, deve entregar um lote com 3,4 milhões de doses da vacina CoronaVac para o governo federal na próxima terça-feira,23.

O anúncio foi feito em entrevista a jornalistas um dia depois da assinatura de um novo contrato entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde para o fornecimento de 54 milhões de doses da Coronavac para todo o país.

"O Butantan vai entregar a partir da próxima terça-feira um total de 3,4 milhões de doses da vacina para o Ministério da Saúde. Uma média de 426 mil doses por dia. A nossa orientação é agilizar todos os processos para permitir que as vacinas cheguem o mais rapidamente para todos os brasileiros”, disse Doria.

Mais doses

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que no dia 23 serão liberadas 426 mil doses e, em oito dias, chegam às 3,4 milhões de doses.

"Mas não paramos, isso é só a primeira entrega que é parte do contrato. Continuamos e espero não parar mais porque não temos mais problema de matéria-prima. Nós devemos escalar essa produção e a partir de abril possivelmente vamos dobrar essa produção", disse.

As 54 milhões de doses se somam às 46 milhões já adquiridas pela pasta junto ao instituto, totalizando 100 milhões de doses da CoronaVac para o governo federal, que, segundo o contrato, devem ser entregues até setembro.

Segundo o Ministério da Saúde, o Butantan deve entregar 52 milhões de doses da CoronaVac para o governo federal até o final de abril. Antes, a previsão do governo federal era receber 46 milhões de doses até esta data.

Nesta terça-feira, o diretor do Butantan também afirmou que pretende aumentar a capacidade de envase para antecipar a entrega de todas as 100 milhões de doses até agosto.

"Com relação ao contrato adicional de 54 milhões de doses assinado com o Ministério da Saúde, no programa contratado a última entrega seria em setembro. Nós vamos fazer todo o esforço para adiantar a produção e essa entrega e esperamos que, no máximo em agosto, tenhamos a entrega total de 100 milhões de doses", disse Dimas Covas.

Segundo o governador, o Butantan dobrou o número de funcionários que trabalham diariamente no envase da vacina de 150 para 300.

Dimas Covas também prevê que a capacidade de envase do Butantan pode dobrar a partir de abril, de até um milhão de doses por dia para dois milhões por dia. O aumento será possível quando uma fábrica que atualmente está sendo usada para a produção da vacina contra a gripe será destinada para a CoronaVac.

O estado de São Paulo completou ontem,17, um mês do início da vacinação contra a Covid-19, mas ainda não há data definida para que todos os idosos com mais de 60 anos comecem a receber a primeira dose.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte