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Biden e Putin conversam sobre ativista preso na Rússia e pacto nuclear

Presidentes conversaram também sobre as disputas territoriais entre Rússia e Ucrânia; segundo a Casa Branca, Biden reforçou a Putin que os EUA "apoiam fortemente a soberania da Ucrânia"
27/01/2021
Biden e Putin conversam sobre ativista preso na Rússia e pacto nuclearAlexei Navalny, líder político de oposição ao governo russo, e Vladimir Putin, presidente da Rússia (AFP)

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez ontem,26 o primeiro telefonema oficial ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. Os governos dos dois países confirmaram a ligação.

Segundo a Casa Branca, Biden incluiu na conversa a prisão do ativista político Alexei Navalny, detido na semana passada ao desembarcar em Moscou. O governo americano não deu detalhes sobre a abordagem ao tema, mas fontes disseram à agência Associated Press que o presidente dos EUA expressou as preocupações sobre a detenção do opositor de Putin.

A Rússia argumenta que Navalny responde por fraude fiscal e lavagem de dinheiro, enquanto ele alega perseguição política. No ano passado, o ativista sofreu envenenamento pelo agente químico novichok na Alemanha. Ele acusa o governo russo de ter planejado matá-lo, mas o Kremlin nega a versão.

Outro tema que entrou em pauta foi a questão da Ucrânia — a ex-república soviética disputa com a Rússia o controle do território na Crimeia e vive um cenário de ocupação de forças pró-Moscou no leste ucraniano. Segundo a Casa Branca, Biden reforçou a Putin que os EUA "apoiam fortemente a soberania da Ucrânia".

Acordo nuclear

Os dois presidentes concordaram também em estender o acordo Novo START sobre armas nucleares para os próximos cinco anos. O acordo expiraria em fevereiro.

Biden já havia sinalizado que ofereceu à Rússia a extensão do pacto por mais cinco anos, proposta que foi bem recebida pelo Kremlin. Os termos do acordo ainda dependem de aprovação do Parlamento russo.

O tratado foi originalmente assinado em 2010 pelos então presidentes Barack Obama e Dimitri Medvedev e dá continuidade aos pactos nucleares dos tempos da Guerra Fria. O texto limita a cada país um máximo de 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis e bombardeiros em condições de uso.

As negociações entre EUA e Rússia ficaram em um patamar difícil depois da invasão russa à Crimeia e da guerra no leste da Ucrânia. As acusações de interferência do Kremlin nas eleições americanas de 2016 também pioraram o ambiente entre os dois países.

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