Economia | IBGE

Vendas no varejo, no Maranhão, avançaram 1,6 % no mês de novembro

Esse aumento se dá depois de dois meses consecutivos de queda
18/01/2021 às 00h00
Vendas no varejo, no Maranhão, avançaram 1,6 % no mês de novembroAcumulado dos últimos 12 meses (Divulgação)

São Luís - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no fim da semana a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), referente ao mês de novembro/2020. A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.

Em relação ao Maranhão, no mês de novembro de 2020, frente a outubro/2020, com ajuste sazonal, houve avanço no índice de volume de vendas do comércio varejista não ampliado na casa de 1,6%. Esse aumento se deu depois de dois meses consecutivos de queda nessa base de comparação temporal: setembro/2020, -6,0%, e outubro/2020, -0,3%.

A variação positiva na casa de 1,6% no Maranhão ficou acima da média do Brasil, a qual acusou um leve recuo no volume de vendas na ordem de -0,1%. Das 27 Unidades da Federação (UFs), em 14 foram registradas variações positivas, sendo as maiores observadas no AC (7,8%) e em RO (7,2%) e as menores, detectadas no AP (- 2,7%) e na PB (-3,5%).

Na série histórica iniciada em janeiro de 2000, c om ano de base fixa em 2014, o patamar de venda em novembro de 2020, no Maranhão, se posicionou a -4,8% abaixo do nível recorde da série, ocorrida em agosto de 2020. De maio a novembro de 2020, mesmo com as quedas de setembro e outubro, o Maranhão acumula um ganho de volume de vendas no comércio varejista não ampliado de 46,5%, fazendo frente à perda ocorrida no início do ano, fevereiro a abril, - 18,4%.

A média móvel trimestral (mmt) fechada em novembro de 2020 (set.+out.+nov/ago.set.out.) foi de -1,7%, enquanto a mmt do Brasil fechou em 0,4%. As quedas de setembro e outubro no Maranhão acabaram causando esse movimento trimestral fechado em novembro.

Olhando o comportamento do comércio varejista ampliado, em que se acrescentam aos oito setores tradicionais mais comércio de veículos/motos/partes/peças e material de construção, no Maranhão, houve, também, aumento no volume de vendas nessa base de comparação no tempo, nov.2020/out.2020: 1,3%. Nove UFs tiveram variação negativa, sendo que as maiores retrações no volume de vendas do comércio varejista ampliado ocorreram em GO (-1,7%) AP (-5,2%) e TO (-5,7%).

Em relação ao índice que compara mês/mesmo mês do ano anterior (novembro de 2020/novembro de 2019), no Maranhão, foi detectado avanço no volume de vendas de 13,3%, quinta maior taxa dentre as 27 UFs, sendo superado apenas pelo AC (+20,2%), PA (16,5%), PI (14,6%) e RO (14,4%). A partir dos meses do segundo semestre de 2020, o Maranhão tem apresentado números melhores do que os meses do segundo semestre de 2019, valendo informar que no ano de 2019 cotejado com 2018, o crescimento das vendas do comércio varejista não ampliado no Maranhão foi de 0,4%, ao passo que na comparação 2018 com 2017, o crescimento foi de 5,9%.

Esses números indicam que o comércio varejista tradicional (que não inclui veículos/motos/partes/peças e material de construção) em 2019 teve performance tímida, se comparado à variação para Brasil, 1,8%. Observando o comércio varejista ampliado, quando se coteja novembro de 2020 com novembro de 2019, houve ampliação no volume de vendas na casa dos 14,9%, sexta taxa positiva consecutiva. A variação de novembro 2020 em relação a novembro de 2019 foi a quarta maior taxa dentre as 27 UFs.

Melhores resultados foram detectados no AC (22,4%), RO (19,4%) e PA (15,7%). Abaixo, gráfico com dados para Brasil e Maranhão na base de comparação temporal mês/mesmo mês do ano anterior, para o comércio varejista não ampliado e o comércio varejista ampliado.

Na base comparativa no ano, isto é, o volume de vendas de janeiro a novembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, o Maranhão apresentou uma taxa positiva no volume de vendas do comércio varejista não ampliado na casa de 7,6%, acima da média do Brasil, a qual foi de 1,2%. O Maranhão, no ano de 2020, só tem menor variação que a UF do PA (8,9%). Dez UFs tiveram volume de vendas negativo, sendo que as maiores retrações foram observadas em SE (-4,1%), DF (-4,8%) e CE (- 6,8%).

No caso do comércio varejista ampliado, o Maranhão teve um volume de vendas até o momento, em 2020, superior ao ano de 2019, na ordem de 5,2%, bem superior à média do Brasil, que ainda se encontra num patamar de recuo no volume de vendas: -1,9%. Nessa base de comparação, o Maranhão teve a 4ª melhor posição dentre as 27 UFs, sendo superado pelo PA (8,0%), TO (7,5%), e AM (6,9%).

Quanto ao acumulado nos últimos 12 meses (dezembro de 2019 a novembro de 2020 cotejado com dezembro de 2018 a novembro de 2019), o índice de volume de vendas do comércio varejista não ampliado no Maranhão teve alta de 6,7%, número esse acima da média nacional: 1,3%. Nessa base de comparação, o Maranhão foi superado apenas pelo PA (8,5%) e AM (7,0%).

Quando se observa o comércio varejista ampliado, nessa mesma base de cotejamento no tempo, o Maranhão teve volume de vendas aumentado em 4,7%, acima da média do Brasil, o teve taxa negativa de 1,3%. No ano de 2020, nessa base de comparação no tempo, o Maranhão vinha, de fevereiro a agosto, apresentando volume de vendas com taxas negativas e, a partir do mês de setembro, reconverteu a trajetória da curva, passando a apresentar variações positivas. Nessa base de comparação temporal, últimos 12 meses, com mês fechado em novembro, treze UFs tiveram volume negativo de vendas nessa mesma base de cotejamento, sendo que as duas variações negativas mais acentuadas foram estimadas para CE, -5,3%, e BA, -6,7%. Por outro lado, TO (8,2%) e PA (7,8%) detêm os melhores resultados até o momento.

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