Polícia | Sentença judicial

Ex-superintendente da Seic condenado por crimes de peculato e concussão

Tiago Bardal foi condenado a 10 anos e oito meses, mas pode recorrer da sentença em liberdade
28/12/2020
Ex-superintendente da Seic condenado por crimes de peculato e concussão

São Luís-O ex-superintendente estadual de Investigações Criminais (Seic), Tiago Mattos Bardal, foi condenado a 10 anos e oito meses pelos crimes de peculato e concussão, mas, pode recorrer da sentença judicial em liberdade.

A condenação de Tiago Bardal, foi proferida pelo juiz da 2ª Vara Criminal de São Luís, José Ribamar D’Oliveira Costa Júnior, no último dia 17. A decisão judicial se refere a um processo criminal sobre a prisão em flagrante do comerciante Francisco de Almeida Cruz, com várias caixas de cigarro de contrabando, no interior do estado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Tiago Bardal após receber uma propina no valor de R$ 100 mil liberou indevidamente uma caminhonete Amarok, que estava carregada de cigarro contrabandeado. Esse veículo tinha sido apreendido por investigadores da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor).

O magistrado José Ribamar Júnior considerando que Tiago Bardal não se encontra preso em razão das acusações e que não se verificou alteração da situação sobre a necessidade da segregação cautelar com o término da instrução processual assegurou ao ex-superindente da Seic o direito de apelar em liberdade.

Prisão

Bardal foi preso primeiramente em fevereiro de 2018, suspeito de integrar um bando internacional de contrabandistas. Após três meses foi posto em liberdade, mas voltou a ser detido em novembro de 2019 acusado de extorquir dinheiro de assaltantes de bancos no Maranhão e em outros estados.

Em fevereiro deste ano, ele perdeu o cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão determinado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de São Luís, Francisco Ferreira de Lima. Ele ainda foi condenado a dois anos de reclusão e três meses de detenção por crimes de apropriação indevida e prevaricação.

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