Vida | Níveis de estresse

Dores na mandíbula cresceram nos consultórios odontológicos durante a pandemia

Conhecida como DTM, Disfunção da articulação TemporoMandibular, o problema pode gerar consequência graves como a alerta a dentista Dra. Patrícia Bertges
15/11/2020 às 07h35
Dores na mandíbula cresceram nos consultórios odontológicos durante a pandemiaAnsiedade pode ter relação com o problema (Divulgação)

SÃO PAULO- Dores de cabeça, mandíbula estralando e dificuldade em abrir e fechar a boca. Esses são alguns dos principais sintomas da Disfunção da articulação TemporoMandibular (DTM), problema que vem crescendo no cenário da pandemia causada pelo novo coronavírus. Segundo a Dra. Patrícia Bertges, a condição tem relação com altos níveis de estresse, dificuldade para dormir e ansiedade — bastante comuns durante o enfrentamento à Covid-19.

A dentista explica que estresse e ansiedade geram no organismo uma descarga de substâncias que estimulam a tensão muscular e ativação do sistema nervoso, causando reações como o apertar de dentes, causa frequente de dores musculares na face e na articulação. “A DTM é causada por uma alteração na articulação que liga a mandíbula ao crânio, conhecida como Articulação Temporomandibular, que fica próxima ao ouvido. Tendo como função amortecer e amoldar as superfícies ósseas, evitando traumas e desgastes prematuros”, explica a dentista.

Quando essa condição se instala, a doença tende a ser progressiva, mas o tratamento existe e é eficaz desde que seja cuidado desde o início do problema. Estratégias como medicamentos, termoterapia, fisioterapia, laser, acupuntura e terapia cognitivo comportamental são algumas das adotadas na solução da DTM. “Em casos mais graves, pode ser necessário que o paciente se submeta à cirurgia, geralmente quando o problema está associado à má formação ou problemas estruturais na articulação”, comenda Patrícia.

A prevenção da disfunção é feita com base em um estilo de vida mais saudável, tentando diminuir as cargas de estresse e adicionando à rotina hábitos como terapia e exercícios físicos. “Lembre-se que a DTM está relacionada ao estilo de vida moderno, por isso procurar manter o equilíbrio é uma das formas mais eficientes de evitar o problema”, aponta.

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